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Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro, condenado pelo STF; documento garante residência permanente nos EUA

Por Luiz Gomes • 20 de julho de 2026

O governo dos Estados Unidos concedeu um green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), documento que garante residência permanente no país. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil e pelo O Globo nesta segunda-feira (20).

O green card — nome popular do Cartão de Residência Permanente — permite que estrangeiros morem, trabalhem e estudem nos Estados Unidos por tempo indeterminado, sem necessidade de vistos adicionais. O documento também pode servir como etapa para um futuro pedido de cidadania americana, desde que cumpridos os requisitos previstos na legislação.

Green Card de Eduardo Bolsonaro – Reprodução Redes sociais

Pedido tramitava há mais de um

Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, o pedido de residência permanente tramitava havia mais de um ano e foi aprovado recentemente pelo governo do presidente Donald Trump. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, quando deixou o Brasil após a condenação no STF e afirmou ser alvo de perseguição política.

À época, Eduardo declarou que pretendia solicitar asilo político ao governo Trump, uma das formas de obter o green card. Jair Bolsonaro, seu pai, defendeu publicamente a ida do filho para os EUA, afirmando que ele seria “mais útil para o Brasil lá fora do que aqui dentro”.

Condenação no STF e perda de mandato

A concessão do green card ocorre poucas semanas depois de Eduardo Bolsonaro ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O colegiado também determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado por oito anos, a partir da data do fim da pena, e o pagamento de multa de 50 dias-multa (equivalente a dois salários mínimos por dia).

Segundo a decisão da Corte, Eduardo atuou nos Estados Unidos para tentar influenciar o julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Os ministros entenderam que ele buscou articular sanções contra autoridades brasileiras, incluindo integrantes do próprio Supremo, além de defender medidas econômicas contra o Brasil.

Em dezembro de 2025, Eduardo teve o mandato parlamentar cassado por excesso de faltas. Ele também perdeu o cargo público de escrivão da Polícia Federal, que ocupava antes de ser eleito deputado.

Tensão diplomática e atuação política nos EUA

A obtenção da residência permanente ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, diante das novas tarifas impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros. O movimento culminou em palavras duras do secretário de Estado americano, Marco Rubio, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua equipe.

A previsão de aliados à época da ida de Eduardo para os EUA era de que ele retornaria ao Brasil em julho ou agosto de 2026, próximo às eleições, para disputar o Senado por São Paulo ou compor uma chapa à Presidência com o apoio do pai. No entanto, a condenação e a inelegibilidade inviabilizam qualquer candidatura.Eduardo tem intensificado sua atuação política junto a parlamentares, organizações e autoridades americanas. Em entrevistas e manifestações públicas, afirma que deixou o Brasil por considerar ser alvo de perseguição política e acusa o STF de promover violações à liberdade de expressão.

Com o green card, Eduardo Bolsonaro poderá permanecer nos EUA por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, o que reforça a perspectiva de que continuará desenvolvendo sua atuação política a partir do território americano.

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Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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