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Fluminense domina segundo tempo, mas para em Ronaldo e empata sem gols com o Bahia no Maracanã

Tricolor carioca cria as melhores oportunidades, aumenta a pressão na etapa final, mas não consegue furar a defesa baiana, empate em 0 a 0 mantém equipes próximas na briga pelo G-4

Matéria de Vinícius Azevêdo.

Edição: Luiz Gomes

Fluminense e Bahia ficaram no empate por 0 a 0 na noite desta quarta-feira, 29 de julho, no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Em uma partida equilibrada na primeira etapa e de forte pressão do time carioca depois do intervalo, o Fluminense teve as principais oportunidades para vencer, mas encontrou um Bahia bem organizado defensivamente e um Ronaldo em noite decisiva.
Com o resultado, o Fluminense chegou aos 34 pontos e permaneceu na quarta colocação, enquanto o Bahia alcançou 32 pontos e assumiu a quinta posição. O empate também ampliou para cinco partidas a sequência do Tricolor das Laranjeiras sem vitória no Campeonato Brasileiro.

Primeiro tempo equilibrado

O início da partida apresentou um Fluminense tentando assumir o controle territorial, principalmente através da circulação de bola no meio-campo e da movimentação de seus jogadores ofensivos. O Bahia, por outro lado, procurou compactar suas linhas e explorar os espaços deixados pelo adversário quando recuperava a bola.
A primeira boa oportunidade apareceu logo aos sete minutos, quando Samuel Xavier arriscou de fora da área e obrigou Ronaldo a trabalhar. Dois minutos depois, o lateral tricolor novamente tentou finalizar, mas mandou por cima.

Fotos de LUCAS MERÇON/FLUMINENSE F.C.

O Bahia respondeu em bola parada. Rodrigo Nestor cobrou falta com perigo e exigiu intervenção de Fábio.
A melhor chance da etapa inicial, porém, pertenceu ao Fluminense. Aos 11 minutos, Canobbio recebeu pela direita e cruzou para a área. A defesa baiana não conseguiu afastar e a bola acabou tocando em Hulk, que não conseguiu dar direção à finalização.
O jogo continuou alternando momentos de domínio. Martinelli tentou de fora da área pelo Fluminense, enquanto Jean Lucas assustou pelo Bahia. Na reta final do primeiro tempo, Ademir também teve uma oportunidade, mas a finalização cruzada terminou para fora.

Fluminense muda comportamento após o intervalo

A principal diferença tática da partida apareceu no segundo tempo. O Fluminense voltou mais agressivo, adiantou suas linhas e passou a ocupar o campo de ataque com maior frequência.
A equipe de Luis Zubeldía aumentou a velocidade na circulação e passou a atacar principalmente pelos lados. Canobbio ganhou importância pelo corredor direito, enquanto Soteldo procurou receber mais próximo da área e explorar situações de um contra um.
Logo aos três minutos, Hulk teve uma grande oportunidade. Após disputa dentro da área, o atacante cabeceou e Marcos Victor apareceu para salvar o Bahia praticamente em cima da linha.
Dois minutos depois, Hulk cobrou uma falta forte, mas Ronaldo segurou.
A pressão tricolor aumentou progressivamente. Soteldo passou a participar mais das jogadas ofensivas, enquanto Acosta procurava espaços entre as linhas defensivas do Bahia. Thiago Silva também apareceu como alternativa nas bolas paradas.

A estratégia de Rogério Ceni

O Bahia adotou uma postura mais conservadora na segunda etapa. O time de Rogério Ceni procurou manter as linhas próximas e proteger principalmente a região central da defesa, obrigando o Fluminense a buscar alternativas pelos corredores.
O desenho inicial baiano apresentou características de 4-4-2, com dois jogadores mais adiantados e uma linha intermediária procurando fechar os espaços entre meio-campo e defesa. Em determinados momentos sem a bola, a equipe baixou suas linhas e formou praticamente duas linhas de quatro.
A estratégia funcionou especialmente porque o Bahia conseguiu reduzir a quantidade de infiltrações pelo centro. Quando o Fluminense acelerava, a defesa baiana procurava proteger a área e impedir que os atacantes recebessem em condições ideais de finalização.
O problema esteve no momento da recuperação da bola. O Bahia encontrou dificuldades para transformar os contra-ataques em oportunidades claras e terminou a partida com pouca produção ofensiva.

Ronaldo é decisivo

Se o Bahia conseguiu sair do Maracanã com um ponto, grande parte do mérito passou pelas mãos de Ronaldo.
O goleiro teve participação importante durante a pressão do Fluminense e foi decisivo principalmente na reta final.
Aos 36 minutos, Canobbio recebeu em boa condição e finalizou cruzado, cara a cara com o goleiro, que fez uma grande defesa. Aos 39, o uruguaio novamente participou da jogada e rolou para Cano, mas Ronaldo voltou a aparecer para impedir o gol.
Nos acréscimos, o Fluminense ainda tentou em bolas aéreas. Igor Rabello cabeceou por cima e Soteldo, já nos últimos instantes, tentou um voleio que passou perto da meta baiana.

Análise tática: onde o Fluminense teve vantagem

Fotos de LUCAS MERÇON/FLUMINENSE F.C.

O Fluminense terminou o jogo com maior controle territorial e foi especialmente superior no segundo tempo.
A estrutura inicial tricolor foi um 4-3-3, com Martinelli, Nonato e Lucho Acosta formando o setor central e Canobbio, Hulk e Soteldo compondo o trio ofensivo.
A principal característica do time de Zubeldía foi a tentativa de criar superioridade pelos lados do campo. Samuel Xavier e Canobbio trabalharam pelo corredor direito, enquanto Soteldo teve liberdade para se movimentar e procurar situações de duelo individual.
O problema apareceu na última ação. Mesmo conseguindo chegar próximo da área, o Fluminense teve dificuldades para transformar posse e volume ofensivo em finalizações realmente decisivas.
Outro ponto importante foi a ausência de John Kennedy. O atacante cumpria suspensão e não esteve à disposição de Zubeldía. A ausência reduziu as opções do treinador para atacar a profundidade e alterar a dinâmica ofensiva durante a partida.

Bahia mostrou organização, mas produziu pouco

Defensivamente, o Bahia teve méritos. A equipe conseguiu resistir ao volume tricolor, especialmente depois do intervalo, e contou com boas atuações de Marcos Victor e Ronaldo.
Por outro lado, ofensivamente, o time baiano praticamente não conseguiu sustentar períodos longos de posse no campo de ataque.
A ideia era recuperar e acelerar, mas o Fluminense conseguiu recuperar rapidamente a bola em diversas situações. Com isso, o Bahia acabou sendo obrigado a defender durante longos períodos.
Essa característica ficou ainda mais evidente na segunda etapa, quando o time carioca passou a encurralar o adversário.

Hulk sai vaiado

Um dos principais episódios da reta final foi a substituição de Hulk. O atacante deixou o campo no quarto final da partida para a entrada de Cano e recebeu vaias de parte da torcida.
A expectativa sobre o experiente atacante era alta, principalmente pela necessidade do Fluminense de voltar a vencer no Campeonato Brasileiro. Hulk teve participação em algumas das principais jogadas ofensivas, mas não conseguiu transformar as oportunidades em gol.
A entrada de Cano procurou dar ao Fluminense uma presença mais característica de área nos minutos finais, enquanto Soteldo e Canobbio continuaram tentando criar pelos lados.

O que o resultado representa


O empate tem pesos diferentes para as duas equipes.
Para o Fluminense, o resultado representa uma oportunidade perdida de abrir vantagem na disputa pelas primeiras posições. O time chegou aos 34 pontos e permaneceu em quarto lugar, mas agora convive com uma sequência de cinco jogos sem vitória no Brasileirão.
Para o Bahia, o ponto conquistado no Maracanã tem valor importante. Mesmo sofrendo forte pressão na segunda etapa, a equipe conseguiu segurar o empate fora de casa e chegou aos 32 pontos, ultrapassando o Red Bull Bragantino e assumindo a quinta posição.

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Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

Vinicius Azevedo
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Vinicius Azevedo

Vinicius Azevedo, jornalista esportivo a 1 ano, especialização feita no futebol interativo.

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