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Flávio Dino nega liberdade a Deolane e afirma não ver ilegalidade na prisão da influenciadora

Por Stephanie Paixao • 25 de maio de 2026
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Ministro do STF rejeitou pedido da defesa e manteve prisão preventiva da empresária investigada por suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro do PCC


Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino rejeitou no sábado, 23 de maio de 2026, um pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Na decisão, o ministro afirmou não identificar “manifesta ilegalidade” na prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo.

Deolane foi presa na quinta-feira, 21 de maio de 2026, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, Polícia Civil e Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A empresária nega envolvimento com a organização criminosa.


Defesa pediu prisão domiciliar

A defesa de Deolane entrou com uma reclamação constitucional no STF após ter pedido negado pela 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau (SP). Os advogados solicitaram a revogação da prisão preventiva ou a substituição da medida por prisão domiciliar.

Entre os argumentos apresentados, a defesa alegou que a influenciadora possui uma filha de 9 anos e que, por isso, a prisão domiciliar deveria ser aplicada no lugar do regime fechado. Também foram citados residência fixa, atividade profissional lícita e notoriedade pública como fatores que, segundo os advogados, afastariam risco de fuga.

Além da domiciliar, os defensores sugeriram medidas cautelares alternativas, como retenção de passaporte, monitoração eletrônica e proibição de sair do país.


Flávio Dino disse que STF não pode substituir recurso

Dino também declarou que não encontrou ilegalidade evidente que justificasse a concessão de habeas corpus de ofício. Segundo ele, ainda existem recursos pendentes nas instâncias inferiores da Justiça paulista.

A frase utilizada pelo ministro foi:

“Não se identifica manifesta ilegalidade.”


Investigação envolve movimentações milionárias

As investigações apontam que empresas ligadas à influenciadora teriam sido usadas para movimentar recursos supostamente relacionados ao PCC. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, foi identificada uma “complexa engrenagem financeira” estruturada em torno de Deolane Bezerra.

A decisão da Justiça que decretou a prisão preventiva cita um padrão de vida considerado “desproporcional a qualquer fonte de renda lícita apurada”.

Dados da investigação mostram que Deolane movimentou R$ 7,6 milhões entre 2018 e 2022 na pessoa física, mas declarou apenas R$ 577 mil à Receita Federal no período. Entre 2022 e 2024, as movimentações financeiras atribuídas à influenciadora chegaram a R$ 43 milhões, sendo quase metade oriunda de recursos não identificados, segundo os investigadores.

As autoridades também afirmam que a empresa Bezerra Publicidade movimentou cerca de R$ 67 milhões durante período analisado após quebra de sigilo bancário.


Operação também teve Marcola como alvo

A Operação Vérnix também cumpriu mandados relacionados a Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC. Parentes dele também foram alvos da investigação. Marcola está preso desde 2023 em penitenciária federal de segurança máxima em Brasília.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o esquema investigado envolvia uma transportadora suspeita de atuar como empresa de fachada para circulação de dinheiro do crime organizado.


Irmã de Deolane criticou operação

Após a prisão, Daniele Bezerra, irmã da influenciadora, criticou publicamente a operação policial. Ela afirmou que a prisão estaria cercada de “ilações, narrativas e perseguições”.

A defesa de Deolane sustenta que a empresária é inocente e afirma que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo judicial.


Influenciadora segue presa em São Paulo

Depois da prisão, Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Até o momento, a prisão preventiva segue mantida pela Justiça.

A decisão de Flávio Dino reforçou o entendimento de que não houve irregularidade evidente na medida decretada pela Justiça paulista, mantendo o caso sob análise das instâncias inferiores antes de eventual discussão mais ampla no STF.