Enquanto discursos governamentais em agosto exaltam superações econômicas, a busca por retalhos e doações de carcaças de boi permanece como uma ferida aberta em várias capitais brasileiras.
A chamada “Fila do Osso” voltou a ocupar o centro do debate político e social brasileiro. O fenômeno — que ganhou visibilidade nacional em meio à crise da pandemia de Covid-19, quando dezenas de famílias carentes foram registradas aguardando a doação de ossos e retalhos de carne em açougues e feiras comunitárias — tornou-se um dos temas mais disputados da arena pública nacional. De um lado, discursos oficiais e análises econômicas apontam a diminuição dos índices extremos de pobreza; de outro, imagens de doações em capitais como Fortaleza e Cuiabá continuam a viralizar e a expor as contradições da segurança alimentar no país.
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