|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
A probabilidade de o fenômeno El Niño atingir a categoria de “muito forte” (ou “Super El Niño”) subiu para 90% durante os meses de primavera e verão, de acordo com projeções do centro de previsão do tempo e clima do CPC/NOAA. O aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico equatorial segue em ritmo acelerado, o que deve provocar alterações drásticas no clima global nos próximos meses.
Principais Pontos da Projeção Climática
Intensidade Histórica: Estima-se uma chance elevada de este evento figurar entre os mais intensos registrados desde 1950, com anomalias de temperatura na superfície do mar ultrapassando os +2,0^\circ\text{C} na região central do Pacífico.
Duração Estendida: Os modelos numéricos indicam que o fenômeno permanecerá no seu pico de força durante todo o final do ano, estendendo seus efeitos até o primeiro trimestre do ano seguinte
Consequências Diretamente Esperadas no Brasil
Região Sul: Haverá um aumento expressivo no volume de chuvas, com alto risco de tempestades severas, enchentes e deslizamentos de terra.
Regiões Norte e Nordeste: A previsão aponta para redução acentuada das precipitações, intensificando secas severas e reduzindo drasticamente o nível dos rios na bacia amazônica.
Regiões Centro-Oeste e Sudeste: O cenário principal envolve ondas de calor prolongadas e irregularidade na distribuição das chuvas, afetando a agricultura e o consumo de energia.
Um evento de El Niño com alta probabilidade de atingir intensidade “muito forte” desorganiza os padrões normais de circulação de ventos e umidade sobre a América do Sul. O resultado é um contraste extremo: enquanto a metade sul do país enfrenta excesso contínuo de umidade, as regiões mais ao norte sofrem com bloqueios atmosféricos e estiagem estendida.


