Nos primórdios do futebol, as bolas eram feitas de couro natural cru. Com o tempo e o uso (ou em dias chuvosos), o couro escurecia para tons de marrom fechado, dificultando a visualização em partidas ao entardecer ou em gramados enlameados.
A história brasileira (1935): No Brasil, atribui-se a invenção da bola branca a Joaquim Simão Gomes, funcionário do São Paulo FC. Cansado de perder bolas no mato perto do Campo da Floresta e com a chegada dos refletores para jogos noturnos, ele teve a ideia de pintar as bolas de couro com tinta branca para facilitar a visibilidade.
Expansão internacional: Na Europa, à medida que os estádios ganhavam iluminação artificial e partidas ocorriam sob neve ou neblina, as federações começaram a adotar bolas brancas e laranjas. Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, a bola oficial (Top Star) já era predominantemente branca e revestida para resistir à umidade.
A Era da Televisão e a Consagração (1970).
Embora a bola totalmente branca tenha surgido primeiro, o modelo que se tornou símbolo universal do futebol foi o design em preto e branco: A revolução da Adidas Telstar (1970): Para a Copa do Mundo do México em 1970, a Adidas criou a Telstar.
Contraste na TV P&B: Como a maioria das pessoas assistia às transmissões em TVs em preto e branco, a combinação de 20 hexágonos brancos e 12 pentágonos pretos permitia que os telespectadores enxergassem perfeitamente o movimento e o efeito da bola na tela.
Curiosidade: O nome Telstar foi uma homenagem ao primeiro satélite de comunicações ativas do mundo, que tinha um formato esférico decorado com painéis solares escuros sobre fundo claro.

