Política

Defesa de Lulinha aciona PF e tenta arquivar inquérito do INSS antes das eleições

Por Igor Alves • 8 de julho de 2026

A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acionou formalmente a Polícia Federal (PF) em uma tentativa de acelerar o arquivamento do inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga supostos desvios e fraudes em aposentadorias do INSS. Os advogados alegam “falta de justa causa” para a continuidade das investigações contra ele.

Interferência Eleitoral

O advogado Marco Aurélio Carvalho sustenta que as quebras de sigilo bancário e fiscal realizadas contra Lulinha não apontaram qualquer indício ou materialidade de sua participação em irregularidades. A defesa cita ainda o depoimento da ativista Roberta Luchsinger à PF, no qual ela teria negado o repasse de valores ilícitos a ele.

A movimentação da defesa junto à cúpula da PF também cobra apurações sobre o vazamento de informações sigilosas do caso. Os advogados classificaram os episódios como graves tentativas de exploração política e asseguraram que o pedido não visa “furar a fila” das análises institucionais.

A ofensiva jurídica ocorre em meio a sinalizações de bastidores de que a PF indicou ao ministro relator no STF, André Mendonça, que a análise completa do material colhido nos sigilos não deve ser concluída antes das eleições presidenciais.

Parlamentares de oposição acusam a polícia de promover um suposto “abafamento ou blindagem” deliberada para salvar o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do desgaste às vésperas do pleito. Por outro lado, analistas políticos apontam que a manutenção do inquérito em aberto sem desfecho continuará sendo amplamente municiada pelas campanhas rivais.

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Igor Alves
Sobre o autor

Igor Alves

Jornalista político com 10 anos de atuação direta em Brasília. Especialista na cobertura dos Três Poderes, combina a análise crítica dos bastidores do Congresso com um olhar documental sobre o cotidiano do Palácio do Planalto, da Câmara Federal e do Senado Federal.

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