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Datafolha: Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro, 43% no 2º turno

Cenário mostra estabilidade após crise na campanha do senador e novo tarifaço dos EUA

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O cenário é de estabilidade em relação ao levantamento anterior, de 20 de junho, quando Lula tinha 47% e Flávio, 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

No primeiro turno, Lula lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 32%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) com 3% cada. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho, com nível de confiança de 95%.

Estabilidade apesar de crises na campanha de Flávio

Os números mostram que as crises enfrentadas por Flávio Bolsonaro nas últimas semanas — incluindo novas revelações sobre sua relação com empresas do Banco Master, a declaração polêmica sobre urnas eletrônicas, o atrito com Michelle Bolsonaro e o tarifaço dos EUA — não tiveram impacto significativo em sua performance eleitoral, mantendo-o como o principal desafiante de Lula.

No entanto, a rejeição ao senador segue alta: 48% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum em Flávio, ante 46% que rejeitam Lula. Entre as mulheres, Lula tem vantagem de 10 pontos: 50% preferem o petista, contra 40% que votariam no senador.

Lula venceria Caiado e Zema em segundos turnos

Em outros cenários de segundo turno, Lula também venceria com folga: 47% a 40% contra Ronaldo Caiado (PSD) e 48% a 40% contra Romeu Zema (Novo). Nos votos válidos, que excluem brancos e nulos, Lula teria 45% e Flávio, 36% — mas o dado precisa ser lido com cautela, pois os indecisos tendem a cair próximo ao pleito.

A pesquisa foi realizada após o anúncio do novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor em 22 de julho. O governo Trump aplicou uma taxa de 25% sobre itens importados do Brasil. Lula culpou Flávio pelo tarifaço, considerando as taxas um “ataque à soberania do Brasil”, enquanto o senador tentou se posicionar contra a medida.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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