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Justiça Eleitoral concede liminar e ordena a remoção imediata de propaganda manipuladora que associava contenção de gastos públicos ao fim de benefícios sociais.
BRASÍLIA — Em mais um capítulo da tentativa da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar espantalhos para assustar o eleitorado no segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a veiculação de dados descontextualizados lançados pela militância governista. O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou nesta sexta-feira (9) que a propaganda petista apague das redes sociais um vídeo inflamado que associava propostas de revisão orçamentária do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao corte sumário de programas sociais e direitos fundamentais.
A peça publicitária do PT afirmava que o plano de corte de despesas públicas de R$ 200 bilhões defendido pela oposição seria convertido em perdas sociais diretas para a população. No entendimento do magistrado, a narrativa extrapolate o debate político legítimo e resvala na desinformação apelativa, ao descontextualizar propostas de eficiência fiscal e responsabilidade orçamentária para induzir o eleitor ao erro.
A decisão fixa prazo imediato para a remoção do material e prevê aplicação de multa em caso de descumprimento ou reiteração da publicação irregular. A medida representa mais um baque na tática de comunicação do PT, que, ao se ver atrás nas pesquisas de intenção de voto do segundo turno, tem recorrido a narrativas sensacionalistas para tentar conter a ascensão do adversário.
Nota Editorial Portal Arena Remix
Portal Arena Remix: A decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral joga luz sobre o desespero tático que tomou conta do marketing petista na reta final do pleito. Incapaz de defender o legado econômico de sua própria gestão ou de apresentar propostas concretas para o futuro do país, a chapa governista aposta na engrenagem do medo e no alarmismo infundado. Ao baratear o debate público com peças alarmistas e desprovidas de respaldo factual, a esquerda tropeça na própria estratégia e demonstra que a busca por narrativas sobressai à transparência necessária em uma disputa democrática.
Fontes Jornalísticas Consultadas


