O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou neste sábado (25) que considera “inadmissível” qualquer tentativa de países estrangeiros, incluindo os Estados Unidos, de colocar em dúvida a lisura das urnas eletrônicas e dos resultados das eleições brasileiras. Em publicação no X (antigo Twitter), o ex-governador de Goiás disse confiar no sistema eleitoral do Brasil.
“Primeiramente, eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições”, declarou Caiado.
A declaração ocorre após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) ter negado, na sexta-feira (24), os vistos de dois funcionários do governo Donald Trump que planejavam viajar ao Brasil para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. A informação foi publicada pelo jornal “The Washington Post”.
Outras reações
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou sobre o tema durante convenção partidária que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”.

O presidente do partido Missão e candidato ao Planalto, Renan Santos, afirmou que o governo norte-americano tenta criar dúvidas no processo eleitoral para apoiar o discurso de Flávio Bolsonaro (PL). Ele declarou que o Brasil não pode aceitar interferências externas.
Integrantes do governo brasileiro avaliam que a viagem dos representantes dos EUA serviria para reforçar declarações de Flávio Bolsonaro, que contestam a segurança das urnas eletrônicas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que foi procurado pela Embaixada dos EUA, mas não foi informado sobre a temática da agenda, que não foi marcada em razão do recesso do Judiciário.

