
Dados oficiais consolidados apontam que o déficit primário acumulado do Governo Central atingiu R$ 92,3 bilhões entre janeiro e junho, um tombo histórico se comparado ao saldo negativo de R$ 9,8 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.
O Descompasso das Contas Públicas
O resultado primário — que mede a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, sem contar os juros da dívida — foi fortemente impactado por um desequilíbrio estrutural no primeiro semestre de 2026
Gastos em Alta: As despesas totais do governo registraram uma alta real de 12,2%, infladas pela antecipação do pagamento de precatórios e pelo aumento de gastos obrigatórios.
Arrecadação Lenta: Do outro lado, as receitas líquidas da União subiram apenas 5,5%, ritmo insuficiente para cobrir o avanço das despesas
Junho Vermelho: O encerramento do semestre foi dramático. Estimativas preliminares do Ipea apontam que, apenas no mês de junho, o rombo mensal foi de R$ 49,0 bilhões.
Apesar do número semestral alarmante, o Ministério da Fazenda revisou sua projeção anual e estima fechar 2026 com um déficit de R$ 52 bilhões. O valor cumpre o limite mínimo de tolerância estipulado pelo arcabouço fiscal, mas elimina qualquer margem de erro para o segundo semestre.
