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Belo Horizonte 28 de agosto de 2026.
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, voltou atrás em sua decisão inicial de não disputar o pleito deste ano e confirmou oficialmente a sua candidatura ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026.
O anúncio consolida uma grande reviravolta nas articulações da política mineira. Há poucas semanas, o tucano havia declarado publicamente que não pretendia concorrer às urnas, marcando uma pausa em quatro décadas de mandatos consecutivos.
Mudança de planos e pressão de correligionários
A reviravolta ocorreu após uma intensa ofensiva de bastidores liderada por prefeitos, deputados e dirigentes de partidos da coligação em Minas Gerais, além de nomes de projeção nacional do PSDB. O PDT de Minas Gerais, por exemplo, solicitou formalmente a renúncia de seu candidato ao Senado, Marcelo Heringer, para abrir espaço na chapa e reforçar o apelo pelo retorno de Aécio ao jogo eleitoral.
A entrada do ex-governador de Minas no páreo altera a dinâmica da corrida pelas duas vagas do estado na Casa Alta. Integrando a chapa que apoia o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) ao Governo de Minas, Aécio se projeta como uma terceira via local, prometendo atuar com experiência técnica na repactuação de questões históricas do estado, como a renegociação da dívida bilionária mineira com a União.
“Minas precisa, neste momento, de experiência, capacidade de articulação e peso político para liderar grandes debates em Brasília”, afirmaram dirigentes das siglas em nota conjunta divulgada durante a fase de convencimento.
O peso estratégico do retorno.
Com o registro de substituição a ser finalizado junto à Justiça Eleitoral, o retorno de Aécio busca dar maior força à presença do PSDB no Congresso e inflar o palanque proporcional da aliança no estado. A campanha do tucano pretende adotar a estratégia de “defesa de Minas”, focando na mediação de investimentos federais e na mediação política entre forças antagônicas na Capital Federal.
Fonte CNN

