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Polícia investiga agressão a idoso em Copacabana após relato de ofensas políticas e religiosas

Por Stephanie Paixao • 16 de junho de 2026

Militante do PT afirma ter sido atacado por três pessoas em frente ao prédio onde mora; caso é apurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a agressão sofrida por Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, de 69 anos, na noite de quinta-feira (11 de junho de 2026), em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo o relato da vítima, o ataque foi acompanhado de ofensas políticas e religiosas e ocorreu quando ele chegava ao prédio onde reside.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mauro carregava na bolsa um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) quando foi abordado por um homem e duas mulheres. Ele afirma que uma das mulheres o imobilizou com um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto o homem passou a desferir socos em seu rosto.

Segundo o idoso, durante as agressões os suspeitos gritaram frases como “A gente vai te matar agora”, “Você já prejudicou muita gente”, “Seu petista de merda”, “É Bolsonaro! É Bolsonaro!” e “Sua igreja é uma igreja de merda”.

A vítima também informou que um terço que usava no pescoço foi arrancado durante o ataque e que as agressões só terminaram quando um homem que passava pelo local começou a gritar para que os envolvidos parassem.

Mauro afirmou ainda que o porteiro do edifício onde mora presenciou a situação, mas não abriu o portão nem prestou auxílio, apesar dos pedidos de socorro. O prédio possui câmeras de segurança, e as imagens deverão ser analisadas pelos investigadores.

Após registrar a ocorrência, o idoso foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito. O caso foi registrado inicialmente na 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) e encaminhado para a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), responsável pelas investigações.

Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.

O episódio repercutiu entre parlamentares do Partido dos Trabalhadores. A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) manifestou solidariedade à vítima e afirmou que Mauro foi agredido por portar materiais de seu mandato, classificando o caso como um ato de ódio político.

O deputado federal Reimont (PT-RJ) também comentou o episódio e destacou que, além da violência física, o boletim de ocorrência registra ameaças de morte e ofensas de natureza política e religiosa.

A Polícia Civil informou que continua realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do caso, identificar os autores e verificar a motivação das agressões por meio dos depoimentos, das imagens das câmeras de segurança e de outras provas que venham a ser reunidas durante a investigação.

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Stephanie Paixao
Sobre o autor

Stephanie Paixao

Stephanie Paixão é graduanda em Jornalismo e acadêmica do Ensino Superior em Tecnologia em Mídias Sociais e Digitais pela Universidade Unicesumar. Estrategista de conteúdo, com atuação no combate à desinformação e à análise crítica dos eventos nacionais e globais.

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