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A vazão das Cataratas do Iguaçu chegou a 7,75 milhões de litros de água por segundo por volta das 7h desta quinta-feira (3), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O volume é aproximadamente 5,2 vezes superior à média normal, estimada em 1,5 milhão de litros por segundo.
Apesar da elevação, a passarela e os demais passeios do lado brasileiro permaneciam abertos no momento da medição. Segundo a Urbia Cataratas, responsável pela visitação no Parque Nacional do Iguaçu, as atividades operavam normalmente.
Qual foi a vazão registrada?
A medição de 7,75 milhões de litros por segundo equivale a 7.750 metros cúbicos por segundo, porque cada metro cúbico corresponde a mil litros. O número foi informado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pelas medições hidrológicas citadas nas fontes consultadas.

Crédito/fonte: Arte Arena Remix, com dados da Copel.
Os valores de 8.370 m³/s, registrados em 2 de setembro, e de 7.750 m³/s, medidos na manhã de 3 de setembro, correspondem a dias e horários diferentes. Por isso, a diferença entre eles não representa necessariamente uma divergência: a vazão pode variar ao longo do tempo conforme a chegada da água à bacia e as condições de chuva.
Por que as Cataratas ficaram tão cheias?
O aumento começou a ser observado em 31 de agosto, depois de chuvas que atingiram a bacia do Rio Iguaçu entre os dias 30 e 31. As precipitações nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná contribuíram para elevar o volume que chegou às quedas.
Antes da alta, a vazão havia chegado a 1.420 m³/s, valor próximo da média de referência de 1.500 m³/s. Na sequência, as medições subiram para 7.510 m³/s na madrugada de 2 de setembro e 8.300 m³/s às 9h do mesmo dia, quando o parque abriu para a visitação.
A relação entre chuva e vazão não é necessariamente imediata no ponto turístico. A água precisa escoar pela bacia hidrográfica até alcançar o Rio Iguaçu e as quedas, razão pela qual precipitações ocorridas a montante podem produzir efeitos horas ou dias depois.
O parque está aberto para visitação?
No momento informado pelas fontes, o lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu seguia aberto, com a passarela e os demais passeios em funcionamento. A concessionária Urbia Cataratas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanhavam o nível do rio.
A abertura não elimina a possibilidade de mudanças nas condições de visitação. A passarela de acesso ao mirante da Garganta do Diabo costuma ser fechada preventivamente quando a vazão se aproxima de 10 milhões de litros por segundo, segundo a informação reproduzida na reportagem consultada.
Visitantes devem confirmar o funcionamento antes do deslocamento e obedecer às orientações da administração do parque. Em períodos de cheia, passarelas, mirantes ou trechos específicos podem ser restringidos por segurança sem que isso signifique necessariamente o fechamento de todo o parque.
Como a vazão é medida?
A vazão indica quanto volume de água passa por determinado ponto em um intervalo de tempo. No caso das Cataratas, os dados são apresentados em metros cúbicos por segundo ou convertidos para litros por segundo para facilitar a compreensão do público.
A comparação com a média é uma forma de dimensionar a intensidade do fluxo, mas não funciona como previsão automática de duração. O volume pode subir ou cair conforme novas chuvas, o escoamento da bacia e as condições hidrológicas do Rio Iguaçu.
O que se sabe até agora
Está confirmado que a vazão chegou a 7,75 milhões de litros por segundo na manhã de 3 de setembro de 2026, cerca de 5,2 vezes a média de 1,5 milhão de litros por segundo. Também foram registradas medições superiores a 8 milhões de litros por segundo no dia anterior, 2 de setembro.
As fontes consultadas apontam as chuvas na bacia do Rio Iguaçu como causa do aumento e informam que o lado brasileiro permanecia aberto no momento divulgado. Não é possível garantir que as condições permaneçam iguais ao longo do dia ou nos dias seguintes.
Referências
[1] g1 — VÍDEO: Cataratas do Iguaçu registram vazão cinco vezes maior do que o normal. Publicado em 3 de setembro de 2026; informa a medição de 7,75 milhões de litros por segundo, a média, o funcionamento do parque e o limite de referência para fechamento preventivo.
[2] 100fronteiras.com — Vazão das Cataratas do Iguaçu chega a 8.370 m³/s, cinco vezes o normal. Publicado em 3 de setembro de 2026; informa a cronologia das medições de 2 de setembro, as chuvas na bacia e o acompanhamento do parque pelo ICMBio e pela Urbia+Cataratas.
[3] Copel — Situação hidrológica da bacia do Iguaçu. Página de monitoramento hidrológico consultada como fonte institucional de referência; o acesso automatizado estava bloqueado durante a apuração, e os valores foram utilizados conforme atribuídos pelas fontes jornalísticas acima.
Nota editorial
A apuração confirmou, por meio de duas fontes jornalísticas independentes, que a vazão das Cataratas do Iguaçu alcançou 7,75 milhões de litros por segundo por volta das 7h de 3 de setembro de 2026, valor equivalente a cerca de 5,2 vezes a média de 1,5 milhão de litros por segundo. Também foram confirmadas medições de até 8.370 m³/s no dia anterior, a relação temporal com chuvas na bacia do Rio Iguaçu e a informação de que o lado brasileiro permanecia aberto no momento divulgado.
Os valores foram atribuídos à Copel nas reportagens consultadas. A página de monitoramento da Copel não pôde ser acessada diretamente nesta apuração por bloqueio de segurança. Não foi possível verificar uma atualização independente posterior sobre o funcionamento do parque, a evolução da vazão após a medição das 7h ou eventual fechamento de trechos específicos.
A matéria não trata a alta como previsão de duração nem afirma que o parque permaneceria aberto durante todo o período. A classificação de prioridade alta foi considerada na organização da pauta, mas não altera a necessidade de confirmação documental e de atualização das condições de visitação.

