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RIO DE JANEIRO, 13 Mai (Reuters) — Cerca de 70 crianças palestinas foram mortas na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental desde o início de 2025, segundo dados divulgados pela Unicef nesta terça-feira (13). O número representa, em média, uma morte infantil por semana.
De acordo com a agência das Nações Unidas para a infância, mais de 90% das mortes foram causadas por forças israelenses. Além disso, mais de 800 crianças ficaram feridas no período.
Funeral de adolescente palestino
Em Al Mughayyir, na Cisjordânia, familiares e moradores participaram, em 22 de abril de 2026, do funeral de Aws al-Naasan, de 14 anos, morto durante ações militares israelenses.
A Unicef afirmou que a escalada das operações militares e dos ataques de colonos israelenses tem imposto um “preço intolerável” às crianças palestinas.
“As crianças estão pagando um preço intolerável pela escalada das operações militares e dos ataques de colonos em toda a Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental”, declarou James Elder, porta-voz da Unicef.
Segundo Elder, 93% das mortes infantis registradas ocorreram em ações conduzidas por tropas israelenses, enquanto outras vítimas morreram em ataques de colonos, explosões de artefatos não detonados ou disparos acidentais realizados por forças palestinas.
O Exército de Israel não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as acusações.
Crescente violência de colonos
A Unicef também destacou o aumento dos ataques promovidos por colonos israelenses contra palestinos.
“Março de 2026 registrou o maior número de palestinos feridos por ataques de colonos nos últimos 20 anos”, afirmou Elder.
Segundo a agência, há registros de crianças baleadas, esfaqueadas, espancadas e atingidas por spray de pimenta. A entidade afirma que os episódios apontam para um “padrão sustentado de graves violações contra crianças”.
Organizações de direitos humanos relatam um aumento da violência na Cisjordânia desde 2023, envolvendo colonos israelenses e forças militares.
Expansão de assentamentos
A ONU e a maioria dos países consideram ilegais os assentamentos israelenses construídos em territórios palestinos ocupados desde a Guerra de 1967 — posição contestada por Israel.
O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, contrário à criação de um Estado palestino, acelerou a expansão dos assentamentos na região.
Na segunda-feira, países europeus concordaram em impor novas sanções contra colonos israelenses envolvidos em atos violentos e também contra integrantes do Hamas.
Fonte: Reuters / Editado Luiz Gomes

