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Rio de Janeiro 22 de agosto de 2026.
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi atacado por seguranças e entregadores após falsas acusações sobre a procedência da bicicleta que pilotava. Polícia Civil prendeu envolvidos no homicídio..
RIO DE JANEIRO A violência urbana e o perigo do “justiçamento” nas ruas do Rio de Janeiro fizeram mais uma vítima fatal. O ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, morreu após ser brutalmente espancado no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. Ele foi falsamente acusado de ter roubado a bicicleta elétrica em que pedalava veículo que, na verdade, pertence à sua própria irmã.
O crime ocorreu na Rua Felipe de Oliveira, transversal da tradicional Rua Barata Ribeiro. De acordo com testemunhas e investigações da Polícia Civil, Cláudio foi inicialmente abordado por um segurança patrimonial de rua, que o questionou de forma agressiva sobre a origem do veículo.
Apesar de não haver qualquer registro de roubo ou atitude suspeita, o bate-boca rapidamente escalou. Em poucos minutos, outros indivíduos — entre eles seguranças informais e entregadores de aplicativo — cercaram o ciclista.
Imagens chocantes e agressão covarde.
Câmeras de segurança do circuito interno de comércios locais registraram a cena da agressão. As imagens mostram a vítima acuada e sem qualquer possibilidade de defesa, sendo atingida por dezenas de golpes de pau, chutes e socos na região da cabeça e do tórax.
Cláudio foi socorrido por uma equipe do Exército que passava pelo local e levado em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. No entanto, devido ao severo traumatismo cranioencefálico e às lesões internas, ele não resistiu aos ferimentos.
Investigação e prisões.
A 12ª DP (Copacabana) assumiu a condução do caso. Através do cruzamento de imagens de monitoramento e de depoimentos de testemunhas, os agentes identificaram os principais executores do linchamento. Os suspeitos foram presos preventivamente sob a acusação de homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Em nota, a família de Cláudio expressou revolta e dor, reforçando que ele era um homem trabalhador e que a bicicleta era usada legitimamente pela família.
O caso acendeu um alerta das autoridades e de entidades de direitos humanos sobre os riscos da cultura de “justiça com as próprias mãos”, na qual julgamentos precipitados e abordagens violentas efetuadas por civis sem treinamento terminam na perda irreparável de vidas inocentes.

