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Supremo Tribunal Fighter: jogo de luta com ministros do STF viraliza e já tem ‘Xandão’ como personagem mais escolhido

Game criado com inteligência artificial por Felipe Pacheco transforma os dez ministros da Corte em lutadores de arcade; Alexandre de Moraes lidera preferência do público com mais de 19 mil escolhas, seguido por Cármen Lúcia e André Mendonça

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Um jogo de luta independente inspirado no clássico Street Fighter está viralizando nas redes sociais ao transformar os dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em personagens de arcade. Batizado de “Supremo Tribunal Fighter” , o game foi criado pelo especialista em inteligência artificial Felipe Pacheco e pode ser acessado gratuitamente pelo navegador, tanto no computador quanto no celular.

A criação surgiu em meio à sessão histórica do STF que analisou a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O julgamento, realizado em 15 de setembro, terminou sem decisão após pedido de vista do ministro Flávio Dino e foi marcado por intensos bate-bocas entre as duas alas da Corte.

Captura de Tela do Jogo

Quem são os personagens

O jogo coloca à disposição do jogador os dez ministros do STF como lutadores. Os nomes dos bonecos são os mesmos dos magistrados, com exceção de Alexandre de Moraes, que aparece como “Xandão” , apelido que marcou o ministro nas redes sociais.

Os personagens disponíveis são:

  • Alexandre de Moraes (Xandão)
  • André Mendonça
  • Cármen Lúcia
  • Cristiano Zanin
  • Dias Toffoli
  • Edson Fachin
  • Flávio Dino
  • Gilmar Mendes
  • Luiz Fux
  • Nunes Marques
10 Personagens Representam os Ministros do STF – SUPREMO TRIBUNAL FIGHTER

Entre os personagens mais escolhidos pelo público, Alexandre de Moraes aparece em primeiro lugar, com 19.273 escolhas, seguido por Cármen Lúcia, com 14.250, e André Mendonça, com 9.202.

Como jogar

O “Supremo Tribunal Fighter” funciona diretamente pelo navegador e não exige instalação. É possível acessar o game tanto pelo computador quanto pelo celular.


O jogo oferece três modos de disputa:

· Arcade: o jogador enfrenta uma sequência de 12 confrontos contra adversários apresentados como “rivais ocultos”.
· Duelo Livre: o jogador escolhe um personagem para enfrentar a CPU.
· Versus 2P: permite partidas entre dois jogadores no mesmo dispositivo.

No computador, os comandos são:

Tecla Ação
Setas direcionais Movimentam o personagem
A Soco
S Chute
D Poder especial
Z Defesa
X Ataque “Supremo”

No smartphone, os comandos aparecem diretamente na tela.

O jogo pode ser acessado gratuitamente pelo link: https://stf.fepache.co/ .

Cenários e referências ao noticiário

O game traz cenários inspirados em Brasília e no noticiário político recente. Entre as arenas disponíveis estão o plenário do STF, o Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes, o Fórum de Lisboa e o Resort Tayayá, que ficou conhecido por sua menção em investigações sobre o Banco Master.

A interface também incorpora referências ao funcionamento do Supremo. Quando uma luta é interrompida, por exemplo, o tradicional aviso de pausa dá lugar à expressão “Sessão suspensa” . Cada partida é chamada de “Sessão Aberta” , em referência à abertura dos trabalhos no plenário da Corte.

Se o jogador vencer as “sessões”, o anúncio do vencedor é acompanhado pelo som de confirmação da urna eletrônica, seguido da frase: “O plenário sentiu o peso do seu voto”.

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Como o jogo foi criado

Felipe Pacheco explicou que o projeto nasceu de um desafio pessoal de criar um projeto diferente utilizando inteligência artificial a cada dia do mês de setembro. A ideia surgiu enquanto ele ouvia notícias sobre a crise no STF antes de dormir.

“Pensando nessa ‘rinha’ do STF que está acontecendo, ouvindo notícias, podcasts. E aí, dentro da ideia de fazer um projeto por dia, pensei: dá para fazer um jogo estilo Street Fighter”, contou ao portal Metrópoles.

O desenvolvedor afirmou que não sabe programar e que utilizou inteligência artificial em praticamente todas as etapas de desenvolvimento. Para as imagens, usou o ChatGPT; para vozes, músicas e efeitos sonoros, o ElevenLabs; e para a programação e integração de artes, sons, regras, botões, poderes, fases e sistema de pontuação, as ferramentas Claude e Codex.

“Fui dormir com a ideia de fazer uma rinha de ministro e, no dia seguinte, tinha um jogo inteiro funcionando”, resumiu Pacheco. Segundo ele, foram necessárias cerca de 20 rodadas de ajustes para aprimorar a mecânica e corrigir problemas, e alguns erros ainda permaneceram depois dos testes.

Contexto: a crise no STF

O jogo foi criado em meio à maior crise institucional da história recente do STF. A sessão de 15 de setembro analisou a Petição 16.662, que trata do relatório da Polícia Federal com 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e enviadas a Moraes entre 2023 e novembro de 2025.

A sessão foi marcada por embates entre as duas alas da Corte. Por 4 votos a 3, os ministros rejeitaram uma proposta de Gilmar Mendes para que os casos de Moraes e Mendonça fossem julgados conjuntamente. O julgamento terminou sem decisão sobre o mérito após pedido de vista de Flávio Dino.

O STF tem 90 dias para retomar o julgamento, e a crise deve se estender para depois das eleições. A audiência para analisar a conduta de André Mendonça está mantida para 23 de setembro.

Referências

CBN / Globo — ‘Supremo Tribunal Fighter’: Com alusão a ‘Street Fighter’, jogo com ‘briga’ entre ministros do STF viraliza.

Folha Vitória — Ministros do STF ganham poderes e viram lutadores em jogo estilo “Street Fighter”.

Estadão / Voxel — Polêmica envolvendo STF é transformada em game de luta feito com IA; veja como jogar.

Metrópoles — ‘Supremo Tribunal Fighter’: jogo de luta com ministros do STF viraliza.

Jogo — Supremo Tribunal Fighter. Disponível em: https://stf.fepache.co/

Nota editorial:

As informações relatadas nesta matéria refletem reportagens de veículos de imprensa sobre o jogo “Supremo Tribunal Fighter” e declarações públicas do criador, Felipe Pacheco. O jogo é uma produção satírica independente, sem vínculo institucional com o Supremo Tribunal Federal. As situações, poderes e confrontos apresentados pertencem à proposta ficcional do game e não representam a realidade do funcionamento da Corte ou dos processos em andamento. O ranking de personagens mais escolhidos foi divulgado pelo próprio criador e pode variar. O jogo foi desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e pode apresentar erros ou instabilidades.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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