São Paulo — 2 de agosto de 2026.
Aos 80 anos, Lula disputa a sétima eleição presidencial
Aos 80 anos, Lula concorre à Presidência pela sétima vez. Ele estreou nas eleições presidenciais em 1989, quando chegou ao segundo turno e foi derrotado por Fernando Collor de Melo, e voltou a perder em 1994 e 1998, ambas para Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O petista venceu as disputas de 2002, 2006 e 2022 — a mais recente delas contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Se for reeleito em outubro, Lula somará 16 anos à frente da Presidência da República, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou o país por pouco mais de 18 anos, embora tenha sido eleito pelo voto direto apenas uma vez. Lula é, atualmente, o único brasileiro eleito três vezes para o cargo pelo voto popular.
Chapa repete aliança de 2022 com sete partidos
A chapa repete a parceria formada em 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência. O nome de Alckmin foi homologado pelo PSB em convenção realizada em Brasília na última quarta-feira (29). A convenção do PT também confirmou a base de apoio de sete partidos do campo progressista — PT, PCdoB e PV, que compõem a Federação Brasil da Esperança, além de PSOL, Rede, PSB e PDT — unidos em torno da mesma candidatura já no primeiro turno da eleição, o que não ocorria desde a redemocratização, em 1989.
O PDT foi o primeiro partido a formalizar apoio à candidatura de Lula, em 20 de julho, justificando a decisão pela defesa da pauta trabalhista e pela mobilização contra a extrema-direita. Entre os presentes na convenção deste domingo estão o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e os governadores Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA), Rafael Fonteles (PI) e Fátima Bezerra (RN).
Presidente do PT chama convenção de “momento histórico”
O presidente do PT, Edinho Silva, classificou o evento como “um momento histórico para o PT e para o Brasil”. Segundo ele, o governo Lula-Alckmin recuperou a economia, fortaleceu políticas sociais, gerou empregos e devolveu ao país respeito internacional nos últimos anos, e a nova candidatura busca ampliar esse projeto nos próximos quatro anos.
O evento tem formato inspirado em convenções partidárias dos Estados Unidos, com o palco no centro do salão e os apoiadores ao redor do candidato — modelo já testado no lançamento da campanha de Haddad ao governo paulista, em Campinas, no sábado (1º).
Partidos têm até 5 de agosto para oficializar candidaturas
O principal adversário de Lula nas pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda não anunciou coligações partidárias. Em simulações de segundo turno divulgadas no fim de julho, Lula aparecia com 46% das intenções de voto na comparação direta com Flávio.
Todos os partidos têm até 5 de agosto para realizar suas convenções e oficializar candidaturas e alianças. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deve ocorrer até 15 de agosto, com início oficial da campanha eleitoral no dia seguinte, 16 de agosto.

