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PRTB lança Leonardo Avalanche à Presidência após TSE barrar Pablo Marçal

Presidente nacional do partido assume a cabeça da chapa com Silvia Hellen da Silva Pereira como vice; candidatura ainda aguarda julgamento no TSE e substituição foi protocolada no último dia do prazo legal

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O PRTB anunciou nesta terça-feira (15) que o presidente nacional da sigla, Leonardo Avalanche, vai disputar a Presidência da República no lugar de Pablo Marçal. A substituição foi divulgada nas redes sociais do partido e protocolada na segunda-feira (14), último dia do prazo legal para alterações na chapa [1][2][5].

A mudança ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar, por unanimidade, o registro de Marçal nas eleições de 2026. A Corte concluiu que o influenciador não cumpriu a exigência de filiação partidária dentro do prazo legal e que também está inelegível até 2032, em razão de condenação relacionada à campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024 [1][5].

Até então, Avalanche concorria como vice de Marçal. Com a troca, Silvia Hellen da Silva Pereira passa a ser candidata a vice-presidente na chapa. Os nomes de ambos já aparecem no site do TSE, mas a candidatura de Avalanche consta com o status “aguardando julgamento” [1][2].

Leonardo Avalanche (esq.), candidato à Presidência pelo PRTB, substitui Pablo Marçal (dir.)  • Reprodução/CNN

Renúncia e continuidade do projeto

Segundo o partido, a decisão pela substituição foi tomada após Marçal apresentar carta de renúncia da candidatura. Para concorrer na cabeça de chapa, o próprio Avalanche também apresentou renúncia ao cargo de vice [5][10].

Em nota, o dirigente criticou as decisões que impediram a participação de Marçal e afirmou que dará continuidade ao projeto da chapa. “Lutamos até o último minuto para manter o Pablo na disputa. Diante disso, eu e o Pablo decidimos, juntos, não desistir do Brasil. Como o nome dele não foi aprovado, vamos seguir o projeto com o meu nome”, declarou Avalanche [1].

Por que Marçal foi barrado

O TSE rejeitou o registro de Marçal na sexta-feira (11). O tribunal acatou o argumento do Ministério Público Eleitoral de que ele não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de legenda. Até então, Marçal estava filiado ao União Brasil [5][8].

Além de negar o registro, a Corte determinou a retirada do nome de Marçal da urna, proibiu a realização de atos de campanha pelo empresário e autorizou o PRTB a substituí-lo [1]. A inelegibilidade até 2032 decorre de condenação por abuso de poder político e econômico durante a campanha municipal de 2024, envolvendo concursos que ofereciam prêmios em dinheiro pela divulgação de vídeos nas redes sociais [1][5].

Quem é Leonardo Avalanche

Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche, nasceu em Anápolis (GO). Formado em Direito e Análise de Sistemas, tem 48 anos e assumiu a presidência nacional do PRTB em 2024, sucedendo a viúva e o irmão do fundador Levy Fidelix, que liderou o partido de 1994 até sua morte, em 2021 [4][7].

Antes de presidir a sigla, Avalanche foi coordenador da campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. Em 2018, disputou o cargo de deputado federal por Goiás pelo Podemos, mas não foi eleito [7].

Ao TSE, Avalanche declarou **mais de R$ 491 milhões em criptomoedas**, além de R$ 2,23 milhões em obras de arte e mais de R$ 1 milhão em joias [6]. O patrimônio declarado chamou atenção durante o período de registro de candidatura.

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Polêmicas e acusações

A trajetória política de Avalanche é marcada por polêmicas. Ele é alvo de suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em áudio vazado à imprensa durante a campanha de 2024, Avalanche se gabava de ter articulado a libertação de André do Rap, um dos principais líderes da facção, junto ao então ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello [7].

As acusações levaram a um racha interno no PRTB, gerando uma ação na Justiça Eleitoral movida por Aldineia Fidelix, viúva de Levy, que buscava remover Avalanche da presidência do partido. O processo, no entanto, não prosperou. Sobre as denúncias de envolvimento com o PCC, Avalanche sempre negou as acusações e alega que o áudio seria forjado com uso de inteligência artificial [7].

A candidatura de Avalanche ainda depende de julgamento pelo TSE. A relatora do processo, ministra Estela Aranha, já se manifestou favoravelmente à nova chapa, sem Marçal [7]. A decisão final caberá ao plenário da Corte.

A eleição presidencial está marcada para 4 de outubro. Com a substituição, o PRTB mantém sua participação na disputa, mas o novo candidato terá pouco mais de duas semanas para se apresentar ao eleitorado e estruturar a campanha [7].

Referências

[1] CNN Brasil — Leonardo Avalanche anuncia candidatura à Presidência no lugar de Marçal.

[2] Agência Brasil — Leonardo Avalanche substitui Pablo Marçal na corrida presidencial.

[3] O Globo — Leonardo Avalanche substitui Pablo Marçal e será o candidato do PRTB à presidência.

[4] Veja — O novo candidato ao Planalto que entrou na corrida a vinte dias da eleição.

[5] GZH — Após TSE rejeitar candidatura de Marçal, PRTB indica Leonardo Avalanche como candidato à Presidência.

[6] O Globo — Quem é Leonardo Avalanche, candidato a vice na chapa de Pablo Marçal.

[7] Veja — Quem é Leonardo Avalanche, o novo candidato do PRTB à Presidência.

Nota Editorial

As informações relatadas nesta matéria refletem o anúncio oficial do PRTB, a decisão do TSE que indeferiu o registro de Pablo Marçal e reportagens de veículos de imprensa. A candidatura de Leonardo Avalanche ainda depende de julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral e não está confirmada. As acusações sobre supostas ligações com o PCC são negadas por Avalanche e não constituem condenação. O patrimônio declarado pelo candidato ao TSE é de responsabilidade dele e foi registrado no sistema da Justiça Eleitoral. O espaço para manifestação dos envolvidos permanece aberto.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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