Rio de Janeiro, 15 de Maio – A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Operação Sem Refino, que tem como alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. A ação investiga um esquema de supostas fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, e a Justiça bloqueou aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados.
Detalhes da Operação e A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Operação Sem Refino, que tem como alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit. A ação investiga um esquema de supostas fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos ao exterior envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, e a Justiça bloqueou aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros dos investigados.
Detalhes da Operação e Medidas Judiciais
A Operação Sem Refino apura a utilização da estrutura societária e financeira da Refit para a prática de ilícitos como fraudes fiscais, ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos. A PF solicitou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside fora do país. Além do bloqueio bilionário, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades econômicas das empresas do grupo Refit.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão, além de Cláudio Castro e Ricardo Magro, estão o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. A operação resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e na determinação de 7 medidas de afastamento de função pública pelo ministro Alexandre de Moraes. Durante as diligências, mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo foram apreendidos na residência de um policial civil, cujo nome não foi divulgado.
Conexão com a ADPF das Favelas e Contexto Jurídico
A ordem judicial para a Operação Sem Refino foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Esta ação do STF aborda a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A inclusão da operação neste âmbito ressalta a preocupação do Supremo com a infiltração de atividades criminosas em esferas governamentais e empresariais.
Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, indicando a abrangência da rede investigada. Carlo Luchione, advogado de Cláudio Castro, informou ao g1 que não tinha conhecimento prévio da motivação específica da busca e apreensão na casa de seu cliente.
Antecedentes dos Envolvidos e da Refit
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declará-lo inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A cassação do mandato foi prejudicada pela renúncia. Atualmente, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
A Refit, empresa central nas investigações, possui um histórico de problemas com a justiça e é considerada um dos maiores devedores de impostos do país, sendo o maior devedor de ICMS de São Paulo e o segundo maior do Rio de Janeiro. Em novembro de 2025, a empresa já havia sido alvo de uma megaoperação que investigava sonegação de R$ 2,6 bilhões por meio de um esquema com cerca de 50 fundos de investimento.
Próximos Desdobramentos da Investigação
Os materiais e documentos apreendidos durante a Operação Sem Refino serão analisados pela Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre as fraudes fiscais e a ocultação patrimonial. A inclusão de Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol indica que as autoridades buscam sua localização e eventual extradição para que ele responda às acusações. O Supremo Tribunal Federal ainda não concluiu o julgamento sobre a forma de escolha do governador para o mandato-tampão, o que pode gerar novos desdobramentos políticos no cenário estadual [1] [2]. Judiciais
A Operação Sem Refino apura a utilização da estrutura societária e financeira da Refit para a prática de ilícitos como fraudes fiscais, ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos. A PF solicitou a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, uma vez que o empresário reside fora do país. Além do bloqueio bilionário, a Justiça determinou a suspensão imediata das atividades econômicas das empresas do grupo Refit.
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão, além de Cláudio Castro e Ricardo Magro, estão o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad. A operação resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e na determinação de 7 medidas de afastamento de função pública pelo ministro Alexandre de Moraes. Durante as diligências, mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo foram apreendidos na residência de um policial civil, cujo nome não foi divulgado.
Conexão com a ADPF das Favelas e Contexto Jurídico
A ordem judicial para a Operação Sem Refino foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. Esta ação do STF aborda a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A inclusão da operação neste âmbito ressalta a preocupação do Supremo com a infiltração de atividades criminosas em esferas governamentais e empresariais.
Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, indicando a abrangência da rede investigada. Carlo Luchione, advogado de Cláudio Castro, informou ao g1 que não tinha conhecimento prévio da motivação específica da busca e apreensão na casa de seu cliente.
Antecedentes dos Envolvidos e da Refit
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro em 23 de março de 2026, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declará-lo inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A cassação do mandato foi prejudicada pela renúncia. Atualmente, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.
A Refit, empresa central nas investigações, possui um histórico de problemas com a justiça e é considerada um dos maiores devedores de impostos do país, sendo o maior devedor de ICMS de São Paulo e o segundo maior do Rio de Janeiro. Em novembro de 2025, a empresa já havia sido alvo de uma megaoperação que investigava sonegação de R$ 2,6 bilhões por meio de um esquema com cerca de 50 fundos de investimento.
Desdobramentos da Investigação
Os materiais e documentos apreendidos durante a Operação Sem Refino serão analisados pela Polícia Federal para aprofundar as investigações sobre as fraudes fiscais e a ocultação patrimonial. A inclusão de Ricardo Magro na lista de Difusão Vermelha da Interpol indica que as autoridades buscam sua localização e eventual extradição para que ele responda às acusações. O Supremo Tribunal Federal ainda não concluiu o julgamento sobre a forma de escolha do governador para o mandato-tampão, o que pode gerar novos desdobramentos políticos no cenário estadual.

