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Partindo de patamares econômicos semelhantes na década de 1950, Cuba e Singapura tomaram rumos drásticos opuestos; um novo estudo acadêmico internacional revela o peso real do Estado interventor versus a abertura de mercado.
O abismo econômico e social que separa Cuba e Singapura nos dias atuais vai muito além de retóricas políticas tradicionais. Enquanto Singapura alçou o patamar de US$ 90 mil de PIB per capita apostando no livre mercado e na abertura para o mundo, Cuba estacionou em menos de 10 mil dólares, mergulhada em escassez crônica. Novo estudo publicado na prestigiada revista Journal of Development Economics desmantela a narrativa hegemônica do governo cubano ao comprovar que a centralização estatal e a planificação econômica foram responsáveis por quase metade da queda de renda do país, deixando o embargo americano com uma fração secundária na responsabilidade do atraso.
Em 1960, o cenário geopolítico mundial exibia duas ilhas de dimensões modestas, sem reservas expressivas de petróleo e com largadas econômicas comparáveis. Cuba desfrutava de um turismo pujante, gerando cerca de US$ 3 mil por pessoa e ostentando um dos melhores padrões de vida da América Latina. Em contrapartida, Singapura engatinhava com parcos 428 dólares anuais por habitante, sufocada por condições de miséria.
A partir de 1959, contudo, duas visões de mundo antagônicas colidiram através de suas lideranças. Em Havana, Fidel Castro implementou uma revolução de cunho socialista, convertendo o Estado no monopolista absoluto de indústrias, terras e comércios, além de romper com os Estados Unidos e orbitar sob os subsídios da União Soviética. Paralelamente, em Singapura, Lee Kuan Yew optou pela rota diametralmente oposta: promoveu um choque de capitalismo de mercado, abriu portos irrestritos à economia global, atraiu corporações estrangeiras e investiu massivamente em educação de base.
Com o colapso do bloco soviético, o modelo cubano entrou em colapso estrutural por sua clausura econômica. O abismo se aprofundou nas décadas seguintes e atingiu patamares drásticos: em 2024, o PIB per capita de Singapura ultrapassou US$ 90 mil, enquanto a última métrica oficial de Cuba (2020) mal tocava os 9.600 dólares.
Para responder se o embargo americano exercia peso central nessa discrepância, a ciência econômica submeteu a questão a rigorosos modelos contrafactuais. Em artigo publicado em 2026 no periódico Journal of Development Economics, pesquisadores confrontaram a trajetória da Cuba real com uma projeção simulada de como estaria a economia da ilha caso a revolução socialista não tivesse ocorrido. O resultado estatístico demonstrou que a substituição de mercado pelo “Estado dono de tudo” derrubou a renda per capita cubana em cerca de 48%, evidenciando que o embargo dos EUA responde apenas por uma margem minoritária do subdesempenho crônico da ilha.
Enquanto o governo de Havana segue atribuindo todas as mazelas estritamente ao bloqueio externo, a realidade prática nas ruas de Cuba escancara prateleiras vazias, colapsos no sistema de saúde e fluxos migratórios em massa. Em contrapartida, Singapura prossegue em expansão contínua — consolidando uma economia multibilionária em um território do tamanho de uma única cidade.
Órgãos Jornalísticos e Fontes Consultadas:



