O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que apurava o suposto apoio da rede de lojas Havan a bloqueios ilegais realizados em Santa Catarina após as eleições presidenciais de 2022. A decisão foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), que concluíram não haver provas de envolvimento direto da empresa ou de seu proprietário, o empresário Luciano Hang.
Os atos ocorreram em novembro de 2022, logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, quando manifestantes bloquearam rodovias em diversos estados pedindo intervenção militar. Em Rio do Sul (SC), um grupo se concentrou em frente a uma loja da Havan, às margens da BR-470, levantando suspeitas de apoio logístico da empresa.
Luciano Hang comemorou a decisão, afirmando que “a verdade apareceu” e que sempre esteve tranquilo quanto à inocência da Havan. O arquivamento reforça a postura do STF de encerrar processos sem provas robustas, mas mantém em aberto o debate sobre o papel de empresas privadas em manifestações políticas
No entanto, depoimentos de gerentes e funcionários indicaram que não houve incentivo às manifestações e que, ao contrário, os bloqueios prejudicaram o faturamento da loja. A PF confirmou que os manifestantes utilizaram o espaço físico, mas sem autorização ou participação da companhia.
Com base nesses elementos, Moraes acolheu o pedido da PGR e determinou o encerramento do inquérito. O ministro destacou que o caso poderá ser reaberto caso surjam novas provas que indiquem envolvimento da empresa ou de seus representantes.
O arquivamento
Moraes acolheu o pedido da PGR e determinou o encerramento da investigação.

