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“Acho que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas a cada noite. Não apenas quem representa uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver. Não deveriam viver. Nem sequer são pessoas”, afirmou Ben Gvir, que controla a polícia israelense e o serviço prisional do país.
O ministro também criticou a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de reduzir os ataques em Gaza como parte de concessões ao “plano de paz” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele defendeu a “migração em massa de palestinos” e a colonização de toda Gaza, uma proposta qualificada por organismos internacionais como tentativa de “limpeza étnica”.
“Considero que toda Gaza é nossa. Deveríamos ter assentamentos não apenas em Gush Katif, mas em toda Gaza, incentivando a maior emigração possível, enviando-os para seus países de origem, e para os terroristas, nada de emigração, nada, simplesmente matá-los um a um”, afirmou.
Durante o podcast, o próprio Braslavski pediu permissão para executar palestinos. “Deixe que eu seja aquele que os enforca. Não quero uma corda; quero um botão. Com minhas próprias mãos, executarei cada terrorista no Estado de Israel.” Ben Gvir respondeu: “Moverei céus e terra para fazer isso acontecer.”
Críticas e contexto
As falas de Ben Gvir já foram apresentadas à Corte Internacional de Justiça como evidência de “intenção genocida” de Israel em Gaza. O ministro, figura polarizadora da extrema direita israelense, foi condenado no passado por incitação ao racismo e apoio a uma organização terrorista. Ele também já demonstrou admiração pública por Baruch Goldstein, autor de um massacre de 29 palestinos em 1994.
Ben Gvir é o principal promotor de uma lei que impõe pena de morte para palestinos condenados por terrorismo, aprovada no Parlamento israelense. Na ocasião, ele celebrou abrindo uma garrafa de champanhe. Desde que assumiu o ministério em 2022, o número de licenças de armas para israelenses aumentou 126%. Ele também já sofreu sanções de países como Reino Unido, Canadá, Noruega, Holanda e Espanha.
Embora não tenha autoridade direta sobre as Forças de Defesa de Israel, Ben Gvir caminha para expandir sua influência na Cisjordânia ocupada, onde o ministro da Defesa anunciou um plano para transferir poderes de aplicação da lei à polícia israelense, sob seu controle. Ativistas palestinos advertem que a medida pode piorar a situação na região.

