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Brasil

Lucro do Bradesco cresce 16% no 1º tri, com avanço do ROE para 15,8%

Por Stephanie Paixao • 7 de maio de 2026
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Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e de 4,5% na base trimestral, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira.

A margem financeira líquida cresceu 8,3% ano a ano, para quase R$10,4 bilhões, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, de 14,4% um ano antes.

Previsões de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$6,7 bilhões e ROE de 15,6%.

“O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade.”

CRÉDITO

A carteira de crédito do banco encerrou março em R$1,1 trilhão, acréscimo de 8,4%, com expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas, sendo nesse caso aumento de 3,3% nas grandes companhias e de 14,4% nas micro, pequenas e médias empresas. Na base trimestral, a carteira expandida ficou quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física, mas queda de 1,1% em pessoa jurídica, sendo declínio de 0,2% nas grandes e de 2,3% na MPMEs.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, de 4,1% um ano antes e 4,1% no quarto trimestre de 2025, influenciado, segundo o Bradesco, pelas operações de capital de giro com garantias, que possuem dinâmica específica de recuperação, impactando o indicador de MPME em 0,2 ponto percentual.

No começo da semana, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, em resposta aos altos níveis de endividamento da população.

O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, do Bradesco aumentou 26,5% ano a ano e 9,5% no trimestre, para quase R$9,7 bilhões. O banco disse que o movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e maior custo de crédito do massificado.

No atacado, a PDD expandida somou R$800 milhões, de R$300 milhões no trimestre anterior e R$200 milhões um ano antes. No caso do massificado, a PDD expandida somou R$8,8 bilhões, de R$8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$7,4 bilhões um ano antes, afetada por “operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada”.

Na movimentação da carteira de crédito por estágios, o montante no estágio 1 somava R$715,7 bilhões, enquanto no 2 totalizava R$40,0 bilhões e no 3 alcançava R$57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram R$712,4 bilhões, R$37,2 bilhões e R$59,4 bilhões, respectivamente.

O banco manteve sua previsão de crescimento da carteira de crédito expandida em 2026 de 8,5% a 10,5%.

EFICIÊNCIA

As receitas totais do banco atingiram R$36,9 bilhões, alta de 14% na comparação com igual trimestre de 2025. Apenas as receitas com prestação de serviços aumentaram 6,2%, para R$10,4 bilhões. O total das despesas operacionais alcançou R$16,2 bilhões, alta de 7,8% ano a ano. O índice de eficiência ficou em 49,2%, de 51,8% um ano antes.

O resultado de seguros mostrou lucro líquido de R$2,8 bilhões, alta de 13% ano a ano, com ROAE de 21,6%.

Em fevereiro, o banco e a Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, conglomerado criado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações.

O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%. Os ativos totais somavam quase R$2,48 trilhões.

Ao final de março, o banco tinha uma rede com 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Em dezembro, eram 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento.