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Justiça determina que ao menos 80% da frota de ônibus opere durante greve no Rio de Janeiro

Por Stephanie Paixao • 1 de julho de 2026

Decisão estabelece funcionamento mínimo do transporte coletivo para reduzir impactos à população durante paralisação

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que pelo menos 80% da frota de ônibus municipais esteja em circulação durante a greve anunciada por trabalhadores do setor de transporte coletivo. A decisão foi proferida às vésperas da paralisação e busca garantir a continuidade do serviço para milhões de passageiros que dependem diariamente dos ônibus na capital fluminense.

O pedido foi apresentado por entidades representativas das empresas de transporte, que alegaram risco de prejuízos à população caso a greve ocorresse sem a manutenção de uma frota mínima em operação. A decisão judicial também prevê multa em caso de descumprimento da determinação.

O que motivou a greve

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, que reivindica reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho da categoria.

Entre as principais reivindicações estão:

  • Piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus;
  • Salário de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados (BRT);
  • Reajuste salarial de 17% para toda a categoria;
  • Vale-alimentação de R$ 1 mil;
  • Plano de saúde e odontológico para os trabalhadores;
  • Fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com a contratação dos funcionários pelo regime da CLT

Além das reivindicações econômicas, os representantes da categoria afirmam que a pauta também busca melhorar as condições de trabalho dos rodoviários e garantir maior estabilidade nas relações de emprego. Segundo os representantes dos rodoviários, as negociações com as empresas não avançaram como esperado, levando à convocação do movimento grevista. 

Determinação da Justiça

Na decisão, o Tribunal de Justiça entendeu que o transporte coletivo é um serviço essencial e que uma paralisação total poderia causar graves transtornos à população.

Por isso, foi determinado que:

  • Pelo menos 80% da frota permaneça em circulação;
  • O sindicato informe previamente a operação durante a greve;
  • Haja manutenção do atendimento nas principais linhas e corredores da cidade;
  • O descumprimento da decisão poderá resultar em multa diária.

A medida busca equilibrar o direito constitucional de greve dos trabalhadores com a necessidade de garantir a mobilidade urbana da população. 

Impacto para passageiros

O Rio de Janeiro possui uma das maiores redes de transporte coletivo do país, movimentando milhões de passageiros todos os dias.

Mesmo com a determinação judicial, usuários podem enfrentar:

  • Aumento no tempo de espera;
  • Ônibus mais cheios;
  • Alterações em horários e itinerários;
  • Maior demanda em metrôs, trens e vans.

As autoridades orientam que os passageiros acompanhem os comunicados das empresas de transporte e dos órgãos municipais para verificar possíveis mudanças na operação.

Apesar da decisão judicial, as negociações entre representantes dos trabalhadores e das empresas seguem em andamento. A expectativa é que novas reuniões ocorram nos próximos dias na tentativa de construir um acordo e evitar a ampliação do movimento.

Até o momento, não há confirmação sobre a duração da greve nem sobre a possibilidade de suspensão da paralisação caso haja avanço nas negociações.

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Stephanie Paixao
Sobre o autor

Stephanie Paixao

Stephanie Paixão é graduanda em Jornalismo e acadêmica do Ensino Superior em Tecnologia em Mídias Sociais e Digitais pela Universidade Unicesumar. Estrategista de conteúdo, com atuação no combate à desinformação e à análise crítica dos eventos nacionais e globais.

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