A revelação de transferências financeiras de uma empresária investigada para o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, gerou novos desdobramentos no cenário político de Brasília.
Confira os principais pontos do caso:
Os repasses e os investigados:
O nome de Marcola surgiu em meio a apurações envolvendo a empresária e lobista Roberta Luchsinger. A Polícia Federal investiga a atuação de Roberta como suposta intermediária no esquema de fraudes e tráfico de influência na Previdência Social
A justificativa da defesa
Em nota oficial, Marcola confirmou o recebimento dos valores enviados por Roberta Luchsinger, mas negou qualquer conduta ilícita. Segundo o ex-assessor, as quantias eram referentes a um empréstimo pessoal contratado com a empresária, o qual já teria sido integralmente quitado. Ele declarou que a transação não guarda relação com os cargos públicos que
Exoneração do Planalto
Marcola deixou a chefia de gabinete do Palácio do Planalto em julho de 2026. A versão oficial apontou sua ida para a coordenação da campanha de reeleição, mas interlocutores do governo indicam que o desgaste provocado pelas apurações apressou sua saída da assessoria direta do presidente.
Reação da oposição e instâncias de controle
Parlamentares da oposição e partidos como o PL acionaram órgãos de fiscalização e o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é solicitar a quebra de sigilo das movimentações e apurar se os repasses configuram favorecimento indevido ou lavagem de dinheiro no âmbito dos esquemas investigados na Previdência.

