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Foguete da SpaceX atinge a Lua nesta quarta-feira

O Falcon 9 é um foguete de dois estágios projetado e construído pela SpaceX no Estados Unidos.

CABO CANAVERAL, 4 de agosto – Um estágio superior do foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a superfície lunar na madrugada desta quarta-feira (5). O impacto está previsto para ocorrer por volta das 03h35 (horário de Brasília) próximo à cratera Einstein, no lado visível da Lua, a uma velocidade estimada de 8.750 km/h.

Foguete da SpaceX Falcon  – Reprodução das Redes Sociais SpaceX

Detalhes técnicos do impacto artificial

O objeto, com massa aproximada de 4 toneladas, deve liberar energia equivalente a 11,8 gigajoules no momento da colisão. Projeções de pesquisadores indicam a formação de uma cratera de 20 a 30 metros de diâmetro e a ejeção de uma nuvem de poeira e detritos acima da superfície lunar.A peça é um estágio descartado do lançamento das missões Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace, e Hakuto-R Resilience, da ispace, ocorrido em janeiro de 2025. Após a implantação das cargas úteis em órbita de transferência lunar, o componente permaneceu em uma trajetória errática que culmina no choque desta semana.

Monitoramento da NASA e SpaceX

Cientistas da NASA, incluindo Jennifer Heldmann, do Ames Research Center, coordenam uma campanha de observação global para registrar o evento. O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da agência espacial americana deve ser utilizado para localizar e fotografar a nova cratera após o impacto.A SpaceX confirmou que o estágio superior não possuía combustível remanescente suficiente para uma manobra de desorbitagem ou escape do sistema Terra-Lua. A empresa mantém o protocolo de descarte em trajetórias que minimizam riscos a satélites operacionais, embora colisões lunares não planejadas sejam raras.

Oportunidade para estudos científicos

O impacto artificial oferece uma oportunidade para calibrar modelos de formação de crateras e estudar o comportamento da poeira lunar. Segundo Benjamin Fernando, pesquisador do Laboratório Nacional de Los Alamos, o evento permite correlacionar observações visuais com dados sísmicos, auxiliando em futuras missões do programa Artemis.Impactos semelhantes já ocorreram anteriormente, como os estágios Saturno V da NASA durante as missões Apollo e a colisão não identificada em março de 2022. O aumento da frequência de missões lunares comerciais e governamentais eleva a probabilidade de novos eventos de colisão artificial nos próximos anos.

Observação a partir da Terra

Astrônomos amadores e profissionais foram incentivados a apontar telescópios para a região da cratera Einstein no momento previsto. Embora o clarão inicial dure menos de um segundo, a pluma de material ejetado pode ser visível dependendo da iluminação solar na região do impacto.A colisão ocorre em uma zona de transição (limbo) da Lua, o que pode dificultar a observação direta de algumas localidades terrestres. Dados coletados por observatórios terrestres serão compartilhados com a comunidade científica internacional para análise da composição do subsolo lunar exposto.

A NASA deve divulgar as primeiras imagens da cratera formada pelo Falcon 9 nos dias subsequentes ao impacto, após o processamento dos dados do LRO. A SpaceX e as parceiras das missões Blue Ghost e Hakuto-R continuam o monitoramento de seus respectivos landers, que não são afetados pela colisão do estágio descartado.A próxima janela de observação orbital para confirmação visual do local exato do impacto está prevista para o final desta semana. Cientistas aguardam a dissipação da poeira para realizar medições precisas da profundidade e morfologia da nova cratera.

Fontes: NASA, SPACEX, Astronomy Magazine

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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