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Brasilia 1708/2026
deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) enfrenta o momento mais crítico de seu mandato na Câmara dos Deputados. A parlamentar é alvo de um processo no Conselho de Ética que pode culminar na perda de sua cadeira no Congresso. O caso ganhou forte repercussão e é classificado por ela como uma perseguição política.
O Estopim da Crise
O processo contra a deputada foi motivado por uma publicação nas redes sociais. O texto foi postado logo após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. O partido Missão protocolou a O processo contra a deputada foi motivado por uma publicação nas redes sociais. O texto foi postado logo após Erika Hilton assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
O partido Missão protocolou a representação alegando que os termos usados pela parlamentar configuram quebra de decoro por supostamente ofenderem mulheres cisgênero. alegando que os termos usados pela parlamentar configuram quebra de decoro por supostamente ofenderem mulheres cisgênero.
O Motivo da Acusação (O que alega o Partido Missão)A Votação no Conselho
O partido acusa a deputada de cometer misoginia e ofender coletivamente as mulheres cisgênero por duas expressões específicas na postagem
O termo “imbeCIS“: Na postagem, Erika escreveu que não se importava com o esgoto da sociedade e que a opinião de “transfóbicos e imbeCIS” era a última coisa relevante. A acusação afirma que a deputada destacou o “CIS” com a intenção de atacar e menosprezar mulheres cisgênero.
A expressão “podem latir“: Erika escreveu “Podem espernear. Podem latir.” para os seus opositores. O partido Missão alegou em sua denúncia que, no contexto de críticas feitas por mulheres à sua eleição, usar o verbo “latir” associava essas mulheres a “cadelas”, desumanizando-as
O avanço da investigação foi determinado após uma votação apertada no Conselho de Ética, com o placar de 10 votos a 5 a favor da continuidade do caso. Essa decisão inicial não significa uma condenação imediata, mas valida a denúncia e abre espaço para uma fase profunda de investigação parlamentar
A Reação da Parlamentar
Erika Hilton se manifestou de forma contundente e negou qualquer irregularidade, afirmando que suas declarações foram tiradas de contexto. A deputada denunciou a ação como uma “caça às bruxas” estrutural e convocou sua base de apoiadores para mobilizações públicas em defesa do mandato de uma mulher negra e trans [1].
Os Próximos Passos Legais
O rito processual prevê agora a notificação formal da deputada para a apresentação de sua defesa por escrito. A equipe jurídica de Erika Hilton poderá arrolar testemunhas e apresentar provas antes que o relator do caso formule o parecer final, que posteriormente será votado pelo plenário

