Recorde histórico no 1º semestre: Dados do Banco Central divulgados no final de julho de 2026 apontam que o déficit primário das estatais federais atingiu R$ 7,8 bilhões nos primeiros seis meses do ano. Este é o pior resultado para o período desde o início da série histórica em 2002.
Avanço em relação aos anos anteriores: O rombo registrado apenas de janeiro a junho de 2026 já supera o déficit de todo o ano de 2024 (R$ 6,73 bilhões) e dobrou em relação ao mesmo período de 2025.
Deterioração dos Correios: A empresa pública continua sendo o principal foco de pressão fiscal. A combinação de perda de mercado no setor de encomendas com alta nas despesas fixas (pessoal, planos de saúde, previdência e precatórios) tem alimentado balanços sucessivamente no vermelho.
Peso do setor de infraestrutura e energia: A necessidade contínua de capital e o custo financeiro elevado de empresas como a Eletronuclear (projetos de Angra) e Infraero mantêm a segunda maior fatia desse orçamento sob forte pressão.
Risco de contágio no Tesouro Nacional: Analistas e o próprio governo já projetam que a necessidade de reestruturação das empresas públicas pode exigir aportes diretos ou garantias do Tesouro, pressionando a meta de resultado primário e a dívida pública consolidada.

