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A Coreia do Norte lançou cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar do Japão. Os projéteis partiram da região de Pyongyang e percorreram cerca de 300 quilômetros antes de caírem no oceano. O teste militar ocorreu poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a intenção de se reunir com Kim Jong-un ainda este ano e ordenar a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
Demonstração de força e soberania:
O disparo simultâneo de múltiplos mísseis é visto por analistas como uma resposta direta de Pyongyang à diplomacia americana. Ao mostrar poder de fogo logo após os anúncios de Washington, o regime norte-coreano sinaliza que não mudará sua postura de defesa por concessões que considera superficiais.
Críticas aos exercícios militares: Para tentar reaproximar os dois países, Trump ordenou o encurtamento em seis dias das manobras militares anuais entre EUA e Coreia do Sul, classificando-as como “hostis e caras”. No entanto, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, emitiu um comunicado alertando que a natureza agressiva dos treinamentos não muda apenas porque o tamanho deles foi reduzido.
Mal-estar na aliança entre EUA e Seul: A decisão unilateral de Trump de esvaziar os exercícios militares pegou o governo sul-coreano de surpresa. O corte nas atividades abalou a histórica aliança de defesa mútua, levando autoridades de Seul a defender maior independência militar e a expansão de parcerias com o Japão e a Austrália.
Guerra de dados sobre o arsenal nuclear: O clima de tensão internacional expôs divergências sobre o real poder armamentista de Pyongyang. Enquanto Trump declarou publicamente que a Coreia do Norte possui exatamente 57 armas nucleares, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul contestou os números oficiais americanos, estimando que o arsenal real do regime de Kim Jong-un varie entre 80 e 120 ogivas.

