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A sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), que analisou a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, terminou sem decisão após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O resultado provocou reações imediatas dos candidatos à Presidência da República, que utilizaram o episódio para reforçar suas posições políticas e estratégias de campanha.
Lula defende apuração sem trégua e reforma no Judiciário

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu uma apuração rigorosa e sem exceções. Em entrevista à TV Record, ele afirmou que “não há ninguém, mas ninguém, absolutamente ninguém, que possa fugir do julgamento quando tem suspeito ou tem acusação contra ele” [1].
Lula também cobrou a abertura de sigilos e criticou a seletividade na divulgação de informações. Além disso, defendeu uma reforma profunda no Poder Judiciário, incluindo a discussão sobre tempo de mandato para ministros do STF e critérios de escolha, além de criticar a atuação de familiares de magistrados na advocacia [2].
Flávio Bolsonaro acusa governo de dividir poder com Moraes

O senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro, interrompeu sua campanha para fazer um pronunciamento à nação. Ele associou o governo Lula a um “sistema podre” e acusou o presidente de “dividir o poder” com o ministro Alexandre de Moraes.
Flávio também criticou duramente o ministro Flávio Dino, que pediu vista e adiou a decisão, chamando-o de “tropa de choque do Lula no Supremo” [4]. Além disso, prometeu acabar com a reeleição para presidente caso seja eleito .
Renan Santos classifica resultado como “pizza horrorosa”

O candidato do Missão, Renan Santos, classificou o resultado da sessão como uma “pizza horrorosa”. Em publicação no X (antigo Twitter), ele escreveu: “Que pizza horrorosa. Isso aqui virou um não país” [6].
Renan também criticou a postura do presidente do STF, Edson Fachin, e lamentou que o “lado dos mocinhos” tenha sido “tão fraco” no julgamento [7].
Augusto Cury fala em “guerra de egos” e pede julgamento público

O escritor e candidato do Avante, Augusto Cury, afirmou que o país vive uma “guerra de egos” e defendeu um julgamento “público, televisionado e rápido” para os envolvidos no caso Master [8].
Cury também disse que políticos condenados e ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro “não merecem voto”. Ele ainda criticou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro [9].
Ronaldo Caiado pede afastamento imediato de Moraes

O ex-governador de Goiás e candidato do PSD, Ronaldo Caiado, defendeu o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes. Caiado classificou a sessão como “histórica” e criticou o que chamou de “fase procrastinatória” do STF [10].
Ele também afirmou que o Brasil passa por uma “degradação moral” que não se restringe ao Supremo, mas também ao Congresso e ao Executivo [11].
Romeu Zema chama país de “republiqueta de bananas”

O governador de Minas Gerais e candidato do Novo, Romeu Zema, foi um dos mais críticos. Ele afirmou que “o Brasil tá virando uma republiqueta de bananas com esses senhores” e que o STF tem “frutas podres” que precisam ser investigadas [12].
Zema defendeu que a investigação contra Moraes seja “apenas a primeira” e citou nominalmente os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes como possíveis alvos. Ele também participou de um ato em Brasília durante a sessão [13].
Resumo das reações

O que aconteceu na sessão
A sessão do STF desta terça-feira (15) analisou a Pet 16.662, que trata do relatório da Polícia Federal com 52 mensagens atribuídas a Vorcaro e enviadas a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. O julgamento terminou sem decisão após o ministro Flávio Dino pedir vista dos autos [14].
Antes do pedido de vista, a sessão já havia registrado momentos de tensão, com debates entre os ministros sobre a validade do relatório e a condução da investigação. A análise do caso envolvendo o ministro André Mendonça foi separada e está marcada para 23 de setembro [15].
O julgamento será retomado em data ainda não definida. O pedido de vista de Flávio Dino suspende a análise e permite que o ministro estude melhor o caso antes de devolver os autos para continuidade da votação. A decisão final sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes caberá ao plenário do STF [16].
Referências
[1] CNN Brasil — Lula defende investigação “sem trégua” e reforma no Judiciário.
[2] Folha de S.Paulo — Lula defende mandato para ministros do STF e critica familiares na advocacia.
[3] O Globo — Flávio Bolsonaro acusa Lula de dividir poder com Moraes.
[4] Revista Fórum — Flávio Bolsonaro chama Flávio Dino de tropa de choque de Lula no STF.
[5] Metrópoles — Flávio Bolsonaro promete acabar com reeleição para presidente.
[6] X (Twitter) — Renan Santos: “Que pizza horrorosa”.
[7] UOL — Renan Santos critica Fachin e diz que “lado dos mocinhos” foi fraco.
[8] G1 — Augusto Cury fala em “guerra de egos” e pede julgamento público.
[9] Valor Econômico — Cury diz que políticos ligados a Vorcaro não merecem voto.
[10] Estadão — Caiado pede afastamento imediato de Moraes.
[11] Veja — Caiado critica “degradação moral” no STF, Congresso e Executivo.
[12] Gazeta do Povo — Zema diz que Brasil é “republiqueta de bananas”.
[13] CNN Brasil — Zema participa de ato em Brasília durante sessão do STF.
[14] G1 — STF: julgamento sobre Moraes termina sem decisão após pedido de vista.
[15] Agência Brasil — Caso Mendonça será analisado em 23 de setembro.
[16] Poder360 — Entenda o pedido de vista que adiou decisão sobre Moraes.
Nota editorial
As informações relatadas nesta matéria refletem declarações públicas dos candidatos à Presidência, divulgadas por veículos de imprensa em 15 e 16 de setembro de 2026, e o resultado da sessão do STF da mesma data. As falas dos candidatos são manifestações políticas e não constituem conclusões sobre a existência de irregularidades. O julgamento no STF está suspenso por pedido de vista e não há, até o momento, decisão final sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O espaço para manifestação de todos os envolvidos permanece aberto.

