A privatização do BRB (Banco de Brasília) parece cada vez mais próxima. Isso porque o prazo para o banco conseguir capital para lidar com a sua crise termina neste mês.
Contexto: Com os prejuízos causados pela aquisição de créditos duvidosos do Banco Master, o BRB precisa de R$ 6,6 bilhões para se afastar de uma possível liquidação.
Nesse cenário, mesmo com o presidente da instituição rejeitando a ideia de privatização nos últimos meses, alguns fatores tornam esse o caminho mais viável:
- Governo Federal resiste em assumir o controle do banco, alegando que o problema é da esfera estadual;
- Receio do mercado de comprar apenas parte dos ativos do BRB ou conceder empréstimos para a instituição.
Para os defensores da privatização, o movimento levaria o prejuízo para a esfera privada e traria dinheiro para a instituição. Para os críticos, enfraqueceria o estado e os benefícios sociais oferecidos pelo banco.
Uma última esperança? Enquanto a pressão aumenta, a Fazenda sinalizou que ainda avalia utilizar o Fundo Constitucional do DF — um valor enviado pela União para o estado arcar com gastos públicos — como garantia para ajudar o BRB a conseguir empréstimos.

