No cenário político atual, a busca por holofotes digitais frequentemente se sobrepõe ao debate sério de ideias. O mais recente episódio protagonizado por Renan Santos — cofundador do MBL e pré-candidato à Presidência da República pelo recém-criado partido Missão — é um retrato límpido dessa tendência.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Santos utiliza a jargão engajada de “puxar o couro” para disparar ofensas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de “ladrão”, “safado” e “canalha”, ação que se desdobra de suas recentes atitudes em debates televisivos, onde chegou a colocar placas pejorativas no púlpito. O resultado imediato foi o previsível: reação jurídica do Partido dos Trabalhadores no TSE e uma enxurrada de engajamento nas redes sociais. Mas a pergunta que resta para o eleitorado é: onde estão as propostas para o Brasil?
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