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Alison dos Santos quebra recorde mundial nos 400 m com barreiras

Alison dos Santos, o Piu, comemora após bater o recorde mundial dos 400m com barreiras em Zurique, na Suíça - Foto: Reprodução/Instagram/@alisonsantos01_

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Brasileiro corre 45s80 em Zurique, supera marca de Karsten Warholm e se torna o primeiro atleta do país a deter um recorde mundial em prova de pista

Alison dos Santos, o Piu, estabeleceu nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, o novo recorde mundial dos 400 metros com barreiras. O brasileiro venceu a etapa de Zurique da Diamond League com o tempo de 45s80, superando por 14 centésimos a marca anterior, de 45s94, registrada pelo norueguês Karsten Warholm nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.

A marca foi reconhecida pela World Athletics como recorde mundial, mas ainda está sujeita ao procedimento habitual de homologação da entidade. Warholm terminou a prova em segundo lugar, com 46s69. O nigeriano Ezekiel Nathaniel foi o terceiro, enquanto o brasileiro Matheus Lima ficou na quarta posição.

Brasileiro abriu vantagem na reta final

Alison largou na raia seis, com Warholm imediatamente ao lado. O brasileiro recuperou a diferença das raias já na metade da prova e passou a abrir vantagem nos últimos obstáculos. Ele cruzou a linha com 45s80, 49 centésimos abaixo de seu recorde pessoal anterior, de 46s29.

“Não tenho palavras para explicar o que aconteceu, além de dizer: eu acabei de quebrar o recorde mundial”, afirmou Alison após a corrida.

O brasileiro também disse que mudanças no treinamento e na estratégia de prova contribuíram para o resultado. Segundo ele, o objetivo foi largar mais rápido e manter força na parte final do percurso.

Rivalidade com Warholm marcou a prova

A corrida reuniu os dois atletas que dominaram a prova nos últimos anos. Warholm havia sido o primeiro homem a correr abaixo de 46 segundos nos 400 metros com barreiras e mantinha o recorde mundial desde a final olímpica de Tóquio.

O norueguês reconheceu a superioridade do brasileiro em Zurique. Segundo Warholm, a marca de 45s80 representa um novo nível de desempenho na prova.

“É um recorde que fez parte de mim nos últimos cinco anos. Quando ele corre 45s8, é um nível diferente”, disse Warholm.

Alison conquistou a medalha de bronze em Tóquio, com 46s72, na mesma prova em que Warholm estabeleceu o recorde anterior. A lembrança daquela corrida foi citada pelo brasileiro como uma das motivações para buscar a marca mundial.

Marca encerra espera brasileira

O recorde de Alison encerra uma espera de 28 anos do atletismo brasileiro. O último recorde mundial individual do país em uma prova de atletismo havia sido estabelecido por Ronaldo da Costa, que correu a maratona em 2h06min05s em 1998.

Com o resultado em Zurique, Alison se tornou o primeiro brasileiro a deter um recorde mundial em uma prova de pista do atletismo. A conquista também amplia a projeção internacional do atleta, que foi campeão mundial dos 400 metros com barreiras em 2022, em Eugene, nos Estados Unidos.

Naquela temporada, Alison correu 46s29, sua melhor marca até então. Em 23 de agosto de 2026, quatro dias antes do recorde mundial, ele já havia vencido Warholm na etapa da Diamond League disputada na Polônia, com 46s43, o melhor tempo do ano naquele momento.

Busca pelo recorde começou antes da conquista

Alison afirma que a marca mundial era um objetivo antigo. Desde 2022, o brasileiro dizia pensar no recorde e trabalhar para reduzir os centésimos que o separavam do topo da prova.Em Zurique, ele creditou a conquista ao técnico Felipe de Siqueira, que o acompanha desde o início da carreira.

Depois de cruzar a linha de chegada, Alison procurou o treinador antes de comemorar com o público.

A etapa suíça foi a última prova regular da temporada da Diamond League. A final da competição está marcada para 4 e 5 de setembro, em Bruxelas. O calendário também prevê o World Athletics Ultimate Championship, que reunirá atletas de alto nível em uma nova disputa internacional.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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