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Brasilia 24 de agosto de 2026.
Em pronunciamento, ministro do STF e ex-presidente do TSE defendeu a necessidade de uma reforma profunda para combater a desinformação e o abuso do poder econômico nas eleições.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, declarou categoricamente que o atual modelo eleitoral brasileiro está esgotado. A afirmação foi feita durante um evento acadêmico sobre direito constitucional e democracia, onde o magistrado analisou os desafios recentes enfrentados pelas instituições no país.
Segundo Moraes, o formato vigente não consegue mais responder às dinâmicas da era digital nem proteger o pleito de interferências danosas.
“O modelo eleitoral, da forma como foi concebido no século passado, faliu. Ele não foi projetado para a velocidade das redes sociais, para o ecossistema de desinformação em massa ou para as novas formas de captação ilícita de votos,” pontuou o ministro.
Os Gargalos do Sistema Atual
Financiamento de Campanhas: A dependência excessiva de fundos públicos somada à falta de transparência em gastos paralelos nas redes digitais.
Algoritmos e Polarização: O uso descontrolado de plataformas digitais para espalhar fake news e manipular o eleitorado sem a devida responsabilização das big techs.
Fraude à Cota de Gênero: A insistência de partidos em descumprir as regras de inclusão de mulheres e minorias por meio de candidaturas laranjas.
Defesa de Reforma Política e Digital.
Para o magistrado, a solução não passa apenas por ajustes pontuais na legislação eleitoral, mas sim por uma reforma política e digital abrangente. Ele defendeu a urgente regulamentação das plataformas de redes sociais durante os períodos de campanha e defendeu punições mais severas para abusos de poder político e econômico.
Moraes concluiu ressaltando que a democracia brasileira é forte e resiliente, mas que a manutenção de um sistema ultrapassado coloca em risco a soberania da vontade popular no futuro. O tema deve entrar na pauta das discussões do Congresso Nacional nos próximos meses

