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Brasilia 21 de agosto de 2026.
A rentabilidade dos grandes bancos brasileiros sempre esteve no centro do debate econômico e político. Embora o setor financeiro mantenha níveis consistentes de lucratividade ao longo de diferentes cenários econômicos, a análise dos dados mostra nuances marcantes em cada gestão federal:
Lula (2003–2010):
O ápice da rentabilidade real e do boom de crédito:
Durante os dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, os bancos registraram os maiores retornos sobre o patrimônio (ROE) e o período de maior crescimento contínuo de lucros em termos reais (descontada a inflação).
Isso ocorreu principalmente pela expansão do crédito para pessoas físicas e empresas, a popularização do crédito consignado e a manutenção de spreads bancários extremamente elevados, impulsionados pelo forte crescimento do consumo nacional.
Dilma (2011–2016):
Pressão sobre as margens e retração econômica
No governo de Dilma Rousseff, a trajetória dos lucros bancários desacelerou em comparação com a década anterior.
Essa mudança foi impulsionada pela intervenção estatal usando bancos públicos (Caixa e Banco do Brasil) para forçar a redução da taxa de juros e dos spreads do setor privado em 2012.
Mais tarde, a partir de 2014, a recessão econômica gerou aumento da inadimplência, obrigando as instituições a elevarem suas provisões contra calotes, o que comprimiu os resultados finais.
Bolsonaro (2019–2022):
Lucros nominais recordes e maior concorrência digital
Na gestão de Jair Bolsonaro, os bancos atingiram valores nominais de lucro muito expressivos, recuperando-se do baque inicial da pandemia de Covid-19.
Entretanto, o setor enfrentou uma transformação estrutural importante: a entrada em vigor do Pix eliminou receitas com tarifas de transferência, enquanto o avanço das fintechs e bancos digitais aumentou a competição.
O motor de lucratividade desse período concentrou-se na rápida elevação da taxa Selic no pós-pandemia, que recompôs as margens financeiras das grandes instituições.
Governo Lula 3 (2023–2025)
ano da nova gestão, o sistema bancário brasileiro somou cerca de R$ 144 bilhões em lucro líquido, superando o recorde anterior de 2022.
Mesmo enfrentando o impacto do caso Americanas e do aumento de provisões, a forte demanda de crédito para pessoas físicas sustentou o crescimento do setor.
2023: Recuperação e novos recordes de lucro líquido
No primeiro ano da nova gestão, o sistema bancário brasileiro somou cerca de R$ 144 bilhões em lucro líquido, superando o recorde anterior de 2022.
Mesmo enfrentando o impacto do caso Americanas e do aumento de provisões, a forte demanda de crédito para pessoas físicas sustentou o crescimento do setor.
2024: Expansão das carteiras e disciplina de riscos
Ao longo de 2024, as principais instituições financeiras privadas e públicas mantiveram uma trajetória consistente de crescimento dos ganhos.
O movimento foi impulsionado pela redução gradual da inadimplência no crédito do varejo e pelo ganho de eficiência operacional e digitalização.
2025: O recorde histórico do setor impulsionado por juros altos
O sistema financeiro atingiu a marca histórica de R$ 255 bilhões em lucro líquido acumulado, impulsionado por uma taxa Selic elevada para conter a inflação.
Com o Retorno sobre o Patrimônio (ROE) médio avançando para 16,7%, o Brasil registrou lucros bancários superiores à soma de 15 países da América Latina.
Instituições líderes, como o Itaú (lucro de R$ 46,8 bilhões) e a recuperação do Bradesco, puxaram a distribuição de dividendos recordes aos acionistas no período
Recordista em Rentabilidade Proporcional (ROE): Lula 1 e 2 (2003–2010
Recordista em Valores Absolutos (Lucro Nominal): Lula 3 (2023–2026
Devido ao crescimento de juros , do sistema financeiro e do impacto acumulado da inflação ao longo das décadas, o terceiro mandato de Lula superou os valores nominais acumulados de qualquer período anterior.
Comparativo de proventos: Apenas entre 2023 e o início de 2026, os cinco maiores bancos listados na bolsa (Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Santander) distribuíram mais de R$ 195 bilhões em dividendos e JCP.
Marca: O volume superou em cerca de 24% o total acumulado ao longo de todo o mandato de Jair Bolsonaro (2019–2022).

