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Presidenciável Sofia Manzano propõe redirecionar os recursos financeiros do serviço da dívida para o financiamento de serviços públicos essenciais e combate à fome.
A economista e professora Sofia Manzano, candidata à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), defende uma reestruturação profunda da política macroeconômica do país. A principal proposta da candidatura para a gestão fiscal consiste na realização de uma auditoria integral da dívida pública acompanhada da suspensão imediata e por tempo indeterminado do pagamento dos seus juros.
De acordo com a candidata, a política monetária baseada em juros elevados beneficia prioritariamente o setor financeiro e rentista em detrimento de investimentos produtivos e sociais. Manzano argumenta que os valores destinados ao pagamento de juros da dívida pública consomem uma parcela expressiva do orçamento do Estado brasileiro, drenando verbas que deveriam ser alocadas para setores fundamentais, como saúde, educação, habitação e o combate à fome.
O programa de governo da candidatura prevê a criação de mecanismos de controle social e popular para auditar o histórico dos títulos públicos. A intenção do projeto é identificar eventuais irregularidades, ilegalidades e amortizações abusivas que tenham composto o endividamento do Estado ao longo das últimas décadas. Paralelamente à moratória dos juros, a plataforma defende a revogação das normas de austeridade fiscal, o controle do câmbio e a estatização do sistema financeiro nacional.
Nota editorial:
Em análise sobre o debate veiculado pelo portal Arena Mix, as propostas apresentadas por Samara Martins e pelo Unidade Popular (UP) expõem visões antagônicas sobre a condução da economia nacional. Por um lado, analistas do mercado financeiro sustentam que a suspensão unilateral dos juros representa um calote (default) capaz de gerar fuga de capital, desvalorização da moeda e aceleração inflacionária. Por outro lado, defensores da auditoria cidadã argumentam que o modelo atual de endividamento transfere parcelas desproporcionais do orçamento público para bancos e rentistas, comprometendo a soberania nacional e privando a sociedade de investimentos vitais em saúde, educação e infraestrutura.
Fontes:
Plano de Governo e Programa Partidário — Unidade Popular (UP 80) / DivulgaCandContas (TSE).

