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Brasil

PF realiza megaoperação contra facções em 16 estados e cumpre dezenas de mandados de prisão

Por Stephanie Paixao • 12 de maio de 2026
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma megaoperação nacional contra facções criminosas, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em 16 estados e cumpre 71 mandados de prisão e 165 de busca e apreensão.

Batizada de “Força Integrada 2”, a ofensiva reúne diferentes investigações conduzidas de forma coordenada e dá continuidade a uma operação semelhante realizada em março deste ano. Entre os estados alvos estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Segundo informações divulgadas pela imprensa e pela própria PF, as investigações envolvem:

  • tráfico interestadual e internacional de drogas
  • lavagem de dinheiro
  • logística de armas para facções
  • uso de empresas de fachada
  • ocultação patrimonial
  • falsificação de documentos

Em alguns casos, os grupos investigados utilizariam até estruturas aéreas sofisticadas para movimentação de ativos ilícitos.


Operação ocorre em meio ao avanço das facções no país

A ofensiva acontece no mesmo dia em que o governo federal lança o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, voltado ao enfrentamento das facções criminosas e ao combate às redes financeiras ligadas ao crime. O plano prevê investimentos bilionários em segurança pública e fortalecimento das investigações.

Nos últimos anos, organizações criminosas ampliaram sua atuação para além do tráfico de drogas, passando a operar também em áreas como:

  • lavagem financeira
  • transporte clandestino
  • roubo de cargas
  • comércio ilegal de armas
  • infiltração econômica em setores formais

Especialistas em segurança pública apontam que muitas dessas facções já operam em estruturas semelhantes às de empresas multinacionais, com divisão logística, financeira e territorial.


Integração nacional tenta atingir estrutura financeira do crime

A operação mobiliza forças integradas de segurança pública, reunindo:

  • Polícia Federal
  • polícias civis e militares
  • Polícia Rodoviária Federal
  • polícias penais
  • guardas municipais
  • secretarias estaduais de segurança

A estratégia busca não apenas prender integrantes das organizações, mas também desmontar estruturas financeiras e logísticas utilizadas pelas facções para movimentar dinheiro, armas e drogas em diferentes regiões do país.


O que está em jogo

Mais do que uma operação pontual, a ação expõe um desafio crescente para o Estado brasileiro: o avanço territorial e econômico do crime organizado.

Enquanto as facções ampliam sua capacidade operacional e financeira, autoridades tentam fortalecer mecanismos de integração nacional para impedir que essas organizações consolidem influência sobre rotas de tráfico, sistemas de lavagem de dinheiro e até setores da economia formal.

A dimensão da operação mostra que o combate ao crime organizado deixou de ser apenas uma questão regional e passou a ser tratado como um problema de escala nacional.