A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quarta-feira (8) uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Cachoeirinha, Rio Grande do Sul. A ação ocorreu após a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a busca e apreensão de armamentos e a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro devido a inconsistências sobre o paradeiro de suas armas.
Detalhes da Apreensão e Buscas
A espingarda, modelo Maestro Arms Company calibre 12, foi localizada na residência de um homem que procurou voluntariamente a PF para entregá-la. Esta era a última arma vinculada ao ex-presidente que ainda não havia sido recolhida. No mesmo dia, a PF realizou buscas na casa de Bolsonaro, mas não encontrou armas, munições ou acessórios.

Foto de Reprodução Internet
A decisão de Moraes foi motivada por divergências entre o quantitativo de armas registradas em nome de Bolsonaro e as efetivamente entregues. O ministro destacou que a permanência de armas em posse do ex-presidente é incompatível com a prisão domiciliar humanitária, na qual ele se encontra desde 25 de março de 2026, após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão.
Cronologia dos Fatos
Na sexta-feira (3 de julho), Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação de seu CAC e a apreensão de todas as armas. A defesa de Bolsonaro informou que, das dez armas mencionadas, duas já haviam sido entregues à PF em 2023 e oito estavam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília.
No entanto, no domingo (6 de julho), o Exército comunicou ao STF que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa, incluindo a espingarda apreendida. A defesa, então, informou que a espingarda estava em uma importadora no Rio Grande do Sul, mas não forneceu a localização exata ou documentação comprobatória, o que levou à ordem de busca e apreensão.
Anteriormente, em 16 de junho, uma pistola Glock registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida em uma blitz no Distrito Federal com um de seus seguranças. Bolsonaro alegou que a arma seria levada para conserto, e o segurança foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo.
Com a apreensão da última arma, a PF conclui o recolhimento do arsenal de Jair Bolsonaro determinado pelo STF. O caso segue sob acompanhamento das autoridades, que buscam garantir o cumprimento integral das decisões judiciais relativas ao ex-presidente.

