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São Paulo 26 de agostovde 2026.
A desistência da FedEx de operar entregas domésticas no Brasil reacendeu o debate sobre as barreiras operacionais, logísticas e fiscais do país, escancarando os severos gargalos enfrentados por multinacionais no mercado nacional.
O encerramento do transporte doméstico da gigante americana no país coloca sob holofotes o impacto direto do chamado “Custo Brasil” na competitividade do e-commerce.
Gargalos e Apontamentos do Setor.
- Burocracia e Complexidade Tributária: A sobrecarga de exigências fiscais, como a emissão e validação contínua de guias de transporte estaduais (ICMS) e a alta complexidade na movimentação de mercadorias entre diferentes Estados, encarecem a operação e diminuem a agilidade.
- Pressão por Margens e Desafios Tecnológicos: O e-commerce brasileiro impôs um ritmo focado no “frete grátis” e na entrega ultra-rápida. Integrar tecnologias de rastreamento e automação em um mercado de margens extremamente espremidas tornou-se um desafio contínuo.
- Mão de Obra e Infraestrutura Defasadas: Além da necessidade de constante qualificação da mão de obra logística, as deficiências nas estradas e na malha de transporte rodoviário elevam drasticamente os custos operacionais e com manutenção de frotas
- Guerra de Preços e Concentração: O avanço de grandes ecossistemas do comércio eletrônico que operam malhas logísticas próprias (como o Mercado Livre) corroeu o espaço de transportadoras tradicionais em trechos nacionais.
Mesmo encerrando o transporte doméstico convencional no Brasil, a empresa optou por focar sua atuação nos serviços de transporte internacional e operações de supply chain (cadeia de suprimentos complexa) para empresas.

