O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende retomar as discussões sobre a reforma política a partir de abril, logo após o encerramento da chamada janela partidária, período que permite a troca de partidos sem perda de mandato, previsto para terminar no dia 3 de abril.
A declaração foi feita após reunião com o Conselho Superior da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Segundo Motta, a intenção é reunir os líderes partidários para avançar nas tratativas sobre mudanças no sistema político-eleitoral brasileiro.
Entre as propostas que ganham mais força no momento está a adoção do voto distrital misto. Nesse modelo, estados e municípios seriam divididos em distritos eleitorais, e cada um deles elegeria seus próprios representantes, combinando características do sistema proporcional com o distrital.
De acordo com o presidente da Câmara, as eventuais alterações discutidas não teriam impacto imediato, sendo aplicadas apenas a partir das eleições de 2030.
O tema já chegou a ser debatido anteriormente no início de sua gestão, quando houve acordo entre lideranças para a criação de uma comissão especial. No entanto, o avanço das discussões acabou sendo interrompido dentro da Casa.
Hugo Motta também reconheceu a resistência de parlamentares em alterar o sistema eleitoral vigente, destacando que muitos têm receio de não conseguirem se reeleger em um novo modelo. Ainda assim, ele avalia que, com regras mais claras e previsíveis, será possível retomar o processo de reforma.
Atualmente, o Brasil adota o sistema proporcional nas eleições para deputados e vereadores, no qual as vagas são distribuídas de acordo com a quantidade de votos obtidos pelos partidos.
A proposta de reforma, segundo Motta, busca tornar o processo eleitoral mais representativo, participativo e menos custoso, além de ampliar o poder de escolha do eleitor sobre seus representantes.














