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Grupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6×1, prevista para esta terça no Senado

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Crescimento da direita nas urnas tornou mais difícil reunir apoio para a PEC avançar; Alcolumbre decidiu manter o cronograma de debates, mas oposição trabalha para esvaziar as sessões e impedir o quórum necessário

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O fim da escala 6×1 é uma das bandeiras do presidente Lula (PT) . Por isso, o crescimento da direita nas urnas tornou ainda mais difícil reunir apoio suficiente para fazer a proposta avançar no Senado. A oposição trabalha para esvaziar as sessões e impedir que seja alcançado o quórum necessário .

A definição de Alcolumbre ocorreu na sexta-feira (2) , às vésperas do primeiro turno. Na ocasião, a decisão foi vista como um gesto de aproximação com o governo Lula , que considera o encerramento da escala 6×1 uma de suas principais pautas no Congresso. A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio .

O regimento do Senado estabelece que uma proposta de emenda à Constituição seja submetida a cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Se for aprovada, precisa passar por mais três sessões de debate antes da segunda votação.

Existe a possibilidade de reduzir esse intervalo por meio da aprovação de um calendário especial . Para isso, no entanto, é necessária maioria simples dos senadores . A estratégia da oposição de não comparecer às sessões dificulta a obtenção do quórum e, consequentemente, a aceleração da tramitação.

Direita ganha força no Senado

O resultado eleitoral também alterou a correlação de forças dentro da Casa . Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos, enquanto o petista obteve 45,16% .

O PL foi um dos principais beneficiados pela votação para o Senado. O partido elegeu 19 parlamentares e, a partir de 2027, deverá formar uma bancada de 28 senadores .

O crescimento da legenda pode ter impacto direto na sucessão da presidência do Senado . Alcolumbre pretende disputar novamente o comando da Casa, mas terá pela frente uma candidatura apoiada pelo PL .

Em entrevista à GloboNews, o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, confirmou que Rogério Marinho (PL-RN) , que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro, será candidato à presidência do Senado em 2027 .

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Acompanhe a Linha do Tempo

Cronologia da tramitação da PEC da escala 6×1.

Referências

ICL Notícias — Grupo de Flávio Bolsonaro quer impedir discussão do fim da 6×1, prevista para hoje no Senado.

Agência Senado — PEC que acaba com a escala 6×1 começa a ser discutida no Senado.

G1 — Senado inicia discussão da PEC do fim da escala 6×1.

CartaCapital — PEC da 6×1: oposição trabalha para esvaziar sessões no Senado.

Nota Editorial

As informações relatadas nesta matéria refletem reportagem do ICL Notícias, publicada em 6 de outubro de 2026, e dados de reportagens de veículos de imprensa. A manutenção do cronograma de debates não significa que exista consenso para a aprovação da PEC — a oposição trabalha para impedir o quórum necessário. A PEC ainda precisa passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno e mais três em segundo turno antes de ser votada. O crescimento da bancada do PL no Senado é um dado oficial do resultado eleitoral. A candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado foi confirmada por Valdemar Costa Neto, mas depende de votação interna na Casa . O espaço para manifestação de todos os envolvidos permanece aberto.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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