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Exército nega posse de duas armas de Bolsonaro e entrega seis à PF

Por Luiz Gomes • 7 de julho de 2026

O Exército Brasileiro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não localizou duas das oito armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que deveriam estar sob sua custódia. Seis armamentos foram entregues à Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 6 de julho, em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Ordem judicial e arsenal

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida em 3 de julho, estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Exército encaminhasse à PF as armas registradas em nome de Bolsonaro. A medida também revogou o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, considerando sua condição de prisão domiciliar incompatível com a posse de armamentos.

Das dez armas vinculadas a Bolsonaro na decisão de Moraes, a defesa do ex-presidente havia informado que oito estavam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. As outras duas, uma carabina/fuzil Caracal e uma pistola Caracal, já estariam com a PF desde março de 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Armas entregues e faltantes

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília entregou à Polícia Federal seis armas, conforme lista abaixo:

Em ofício enviado ao STF, o Exército declarou que não localizou a pistola Glock calibre 9×19 mm Parabellum e a espingarda Maestro Arms Company calibre 12 GA, que também constavam na lista da defesa de Bolsonaro como estando sob sua guarda. O paradeiro dessas duas armas não foi esclarecido até o momento.

Caso da pistola Glock apreendida

Uma pistola Glock 9mm, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida em 15 de junho de 2026, durante uma blitz policial no Pistão Norte, em Brasília. A arma estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, sargento do Exército que atua na segurança do ex-presidente. O militar foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por porte ilegal de arma de fogo, pois portava o armamento sem autorização do proprietário e sem o certificado de registro no momento da abordagem.

Em depoimento à Polícia Civil em 23 de junho, Bolsonaro admitiu ser o proprietário da arma e afirmou que a mantinha em casa por segurança, alegando que “tinha três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”. Ele também confirmou ter pedido ao sargento Estácio para verificar um problema no acionamento do ferrolho da arma. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não identificou “falta grave” por parte de Bolsonaro neste episódio, e a Polícia Civil concluiu que o ex-presidente não cometeu crime.

Prisão domiciliar e próximos passos

Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A decisão não estabeleceu um novo prazo para a prisão domiciliar, mas ressaltou que o descumprimento das regras ou das medidas cautelares implicará na revogação e no retorno imediato ao regime fechado.

O caso das armas continua sob análise do STF, e a investigação sobre o paradeiro das duas armas não localizadas pelo Exército deve prosseguir. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre a negação do Exército em relação à posse das duas armas.

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Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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