Tragédia no ar: o voo de treinamento que virou pesadelo no Vale do Aço

A queda do bimotor da PMMG deixa famílias destruídas, interrompe três vidas dedicadas a servir e deixa a corporação sem chão.

Uma tarde que deveria ser de rotina e aprimoramento técnico transformou-se em um dos capítulos mais tristes da história recente da aviação de segurança pública em Minas Gerais. Na última sexta-feira, um avião bimotor da Polícia Militar (PMMG), o Pegasus 17, caiu em uma área de mata no município de Santana do Paraíso, próximo ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, resultando na morte de todos os três ocupantes a bordo.

A tripulação era composta por profissionais altamente qualificados do Comando de Aviação do Estado (Comave). A bordo estavam o Tenente-Coronel Luis Fernando Silvestre, comandante experiente e instrutor de voo; a Tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, primeira mulher da PMMG habilitada para pilotar aeronaves de asas fixas; e a Tenente Alice dos Santos Almeida, militar de destacada trajetória na corporação

A aeronave, um King Air recém-modernizado, havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para um voo de treinamento e rechecagem periódica. Segundo informações oficiais da PMMG, o avião estava com todas as revisões e documentações em dia. As causas da queda agora estão sob investigação do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), vinculado à FAB. O Governo estadual decretou luto oficial de três dias.

Nota Editorial

Este texto é escrito com profundo respeito e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda das vítimas. Nosso compromisso aqui vai além do relato dos fatos: buscamos honrar a memória de quem dedicou a vida a proteger os outros, mantendo a responsabilidade e o rigor de checagem em cada detalhe divulgado.

Análise do Redator

Este caso exige um equilíbrio delicado entre a cobertura factual e o impacto humano. A comoção é amplificada por fatores marcantes: a presença da primeira mulher piloto de asas fixas da corporação (que havia retornado recentemente de licença-maternidade) e de um instrutor sênior em uma aeronave recém-reformada. O foco analítico deve se manter na transparência da apuração técnica do CENIPA/SERIPA III, evitando especulações precipitadas sobre falhas humanas ou mecânicas antes do laudo pericial.