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Apuração das urnas no maior colégio eleitoral do país demonstra o impacto das regras de quociente partidário e deixa figuras de relevância nacional fora da lista de eleitos.
O resultado da disputa pelas cadeiras da Câmara dos Deputados no estado de São Paulo confirmou o peso do quociente eleitoral e partidário no pleito de 2026. Mesmo reunindo notoriedade política e apelo entre diferentes parcelas do eleitorado, figuras públicas conhecidas da cena nacional — como o ex-ministro José Dirceu (PT), a jurista e ex-deputada Janaina Paschoal (PP) e o ex-candidato presidencial Padre Kelmon (PL) — não obtiveram votação suficiente dentro de suas respectivas legendas e ficaram sem mandato no Congresso Nacional.
A distribuição de votos e as dinâmicas partidárias em SP
A apuração de votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo evidenciou como a atração de votos em lista e o desempenho das coligações impactam a definição das vagas parlamentares.
- O ex-ministro José Dirceu, que retornou às disputas eleitorais após anos afastado das urnas, contabilizou 78.450 votos. A votação obtida, contudo, não atingiu a margem exigida pela federação liderada pelo PT diante do quociente partidário.
- Entre as correntes de centro-direita e conservadoras, a ex-deputada estadual e coautora do pedido de impeachment de 2016, Janaina Paschoal (PP), encerrou o pleito com 46.773 votos. Já Padre Kelmon, que disputou a eleição pelo PL, registrou 21.411 votos. Ambas as candidaturas não alcançaram os patamares necessários dentro de suas legendas para assegurar uma vaga na bancada federal paulista.
A contagem final das urnas no estado reconfigura as bancadas partidárias na Câmara, destinando as vagas aos candidatos mais bem colocados nos cálculos do Tribunal Superior Eleitoral.
Fontes jornalísticas consultadas

Nota editorial



