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Após 16 anos mamando no teto do Congresso graças ao eleitor paulista, Tiririca tenta o “retorno às origens”, toma um choque de realidade nas urnas e descobre que abestado mesmo era quem votava nele.
A piada perdeu a graca
O bordão que prometia “pior do que tá não fica” finalmente encontrou seu prazo de validade. Depois de usar São Paulo como palco de puxador de votos e acumular mandatos apagados na Câmara Federal, o comediante tentou reinventar a lona na sua terra natal. O resultado foi um vexame histórico que prova uma coisa: o eleitorado pode até rir da piada, mas uma hora cansa de pagar o ingresso do espetáculo.
A trajetória política do humorista Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PSD), ganhou o seu capítulo final ou pelo menos a sua maior piada pronta nas urnas. Após quatro mandatos consecutivos como deputado federal representando o estado de São Paulo, o palhaço decidiu transferir seu domicílio eleitoral para o Ceará. A aposta em “jogar em casa” revelou-se um fiasco retumbante
Em 2010, quando estreou na política com uma campanha ancorada no deboche e no protesto, Tiririca atingiu o topo do Congresso com impressionantes 1.353.820 votos por São Paulo. A votação estrondosa não apenas o levou ao Poder Legislativo, como arrastou consigo uma bancada inteira de parlamentares pelo quociente eleitoral.
Entretanto, o verniz do protesto foi desgastando ao longo dos anos:








