Coluna

Crônica: Alexandre de Moraes, o Salvador da Pátria que Nunca Foi

Um número salvo como "Alexandre de Moraes Brasília", 28 mensagens de um banqueiro em pânico e uma nota do STF que a própria Polícia Federal contradiz, a distância entre "não houve contato" e o que os prints mostram.

Houve um tempo, não tão distante, em que metade do Brasil progressista acendia velas por Alexandre de Moraes como quem reza para um santo de plástico comprado às pressas numa promoção de fé. Prendeu Bolsonaro. Processou o 8 de Janeiro. Virou meme, virou camiseta, virou sinônimo de “a lei finalmente chegou”. Faltou só um hino.

Eu avisei. Não com a vaidade de quem gosta de dizer “eu avisei”, mas com o desconforto de quem lembrava que esse mesmo homem, décadas atrás, foi secretário de Segurança Pública de São Paulo à frente de uma Febem que virou sinônimo nacional de superlotação, violência institucional e relatórios de organismos de direitos humanos que ninguém quis ler com atenção na época. Quem então aplaudia a truculência contra menores infratores hoje aplaudia a toga. É o mesmo apreço pela mão dura, só trocou de uniforme.

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Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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