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Segundo a colunista, em caso de vitória na eleição presidencial, o nome da desembargadora Marianna Fux é um dos primeiros da lista de Flávio Bolsonaro para as futuras vagas do STF. A opção se daria a partir de abril de 2028, quando o ministro Luiz Fux será obrigado a se aposentar da Corte .
Luiz Fux está no Judiciário desde 1983 e tem 73 anos. Ele até poderia se aposentar antes, como foi a opção de seu conterrâneo Luís Roberto Barroso, que se aposentou com 67 anos. No entanto, o ministro não dá sinais de que sairá antes disso .
A próxima a se aposentar deve ser a ministra Cármen Lúcia, que completará 75 anos em 2029. Nos bastidores, o que se comenta é que Marianna Fux deve ser indicada para a vaga de Cármen, já que Flávio deve optar pelo antigo amigo de seu pai, o ministro Jorge Oliveira, para a primeira vaga que tiver disponibilidade de nomear .
As vagas em disputa
Atualmente, está pendente o substituto de Barroso. O presidente Lula (PT) havia nomeado Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) . No entanto, o Senado, de modo inédito, recusou a nomeação, e há incerteza se será possível para o atual governo retomar o processo de indicação de Messias.
Com isso, se eleito, Flávio poderá indicar até quatro ministros, já que o ministro Gilmar Mendes também se aposenta em 2030 .
Quem é Marianna Fux

Marianna Fux ocupa há dez anos uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) . Ela tomou posse em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional. Ela se tornou, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada . A escolha encerrou um processo que durou um ano e meio e foi marcado por contestações .
Em setembro de 2014, a candidatura foi impugnada sob a acusação de que Marianna não tinha comprovado dez anos de exercício da profissão, mínimo exigido para a vaga. O primeiro documento apresentado para atestar a atuação, enviado pelo escritório em que ela trabalhava, foi rejeitado pela Ordem. Depois, porém, a candidatura dela foi liberada .
Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou, em 2013, que, à época, a atuação dela registrada no TJ-RJ não passava de seis processos, um sobre extravio de bagagem e os demais sobre espólio e dano moral. Naquela época, Marianna tinha no currículo a graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas (FGV) .
Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para a lista tríplice, com 125 de 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão nomeou a filha de Fux cerca de duas horas depois .
Referências
Diário do Centro do Mundo — Marianna Fux entra na lista de Flávio Bolsonaro para futuras vagas no STF.
Folha de S.Paulo — Reportagem sobre a atuação de Marianna Fux no TJ-RJ em 2013.
Nota editorial
As informações relatadas nesta matéria refletem a apuração da colunista Juliana Dal Piva, publicada no ICL Notícias em 7 de outubro de 2026, e reportagem do Diário do Centro do Mundo. A eventual indicação de Marianna Fux ao STF é uma especulação de bastidores, não uma decisão oficial do candidato Flávio Bolsonaro nem um anúncio público. As datas de aposentadoria dos ministros são baseadas no limite constitucional de 75 anos e podem ser antecipadas por decisão pessoal de cada magistrado. A recusa do Senado à indicação de Jorge Messias é um fato documentado, mas não há confirmação de que Flávio Bolsonaro fará as indicações mencionadas . O espaço para manifestação de todos os envolvidos permanece aberto.

