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O que é a GBU-43/B
A GBU-43/B é uma das armas convencionais mais poderosas do arsenal americano. Segundo especialistas, o poder de destruição dela só fica atrás do de uma bomba nuclear.
A arma recebeu o nome de MOAB, sigla em inglês para Massive Ordnance Air Blast, que pode ser traduzida como Explosão Aérea de Munição de Grande Porte. A sigla também é associada à expressão Mother of All Bombs, ou “Mãe de Todas as Bombas“, em referência ao seu poder de destruição.

Apesar do alto poder de destruição, a MOAB é muito menos potente do que as bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.
A MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida. Foi desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr. , do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, e projetada para atingir alvos em uma área extensa por meio de uma intensa onda de choque.
A arma já foi usada em combate uma vez, em abril de 2017, durante uma operação contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Afeganistão. Na ocasião, a MOAB foi lançada contra esconderijos em um complexo de túneis, matando mais de 90 pessoas.
As dúvidas sobre a eficácia
Autoridades ouvidas pela CNN levantaram dúvidas sobre a eficácia da bomba, especialmente contra instalações subterrâneas de Teerã. A MOAB serve para “limpar grandes áreas, mas não para muito mais”, disse à emissora uma fonte familiarizada com os planos.
Os túneis atingidos no Afeganistão em 2017 eram mais improvisados do que os usados pelo regime iraniano.
A suspensão dos ataques
Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.
Em publicação no Truth Social, Trump descartou novos ataques contra o Irã até o final do mês e disse que os dois países estão tendo “discussões produtivas” :
“Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos“.
Depois da publicação, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações. Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.
O contexto da guerra
A guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, tem contribuído para a alta dos preços dos combustíveis, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo.
As hostilidades entre os rebeldes hutis do Iêmen e a Arábia Saudita, maior exportador de combustível do mundo, também ampliam a instabilidade na região.
Em especial devido à inflação, impulsionada pela disparada de mais de 30% da gasolina, a aprovação de Trump caiu para 32% segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 5 de outubro, enquanto eleitores registrados disseram preferir candidatos democratas a republicanos nas midterms por 44% a 37% .
Referências
[1] G1 — ‘Mãe de todas as bombas’: como é a GBU-43/B, arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/16/mae-de-todas-as-bombas-como-e-a-gbu-43b-arma-poderosa-que-os-eua-planejam-usar-contra-o-ira.ghtml
[2] Reuters/UOL — Forças Armadas dos EUA avaliam uso da “mãe de todas as bombas” em ataques futuros ao Irã, diz CNN. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2026/10/15/forcas-armadas-dos-eua-avaliam-uso-da-mae-de-todas-as-bombas-em-ataques-futuros-ao-ira-diz-cnn.amp.htm
[3] Veja — EUA cogitam atacar Irã com ‘Mãe de Todas as Bombas’, diz emissora. Disponível em: https://veja.abril.com.br/mundo/eua-cogitam-atacar-ira-com-mae-de-todas-as-bombas-diz-emissora/
Nota Editorial
As informações relatadas nesta matéria refletem reportagens do G1, Reuters/UOL e Veja, publicadas em 15 e 16 de outubro de 2026, com base em informações divulgadas pela CNN e citadas por autoridades americanas. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação de forma independente. O uso da bomba é uma possibilidade em estudo pelas Forças Armadas e não uma decisão tomada. A retomada da ofensiva depende de ordem do presidente Donald Trump, que declarou publicamente que não haverá ataques antes das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro . Autoridades ouvidas pela CNN levantaram dúvidas sobre a eficácia da arma contra instalações subterrâneas iranianas. Não há acordo de trégua vigente entre EUA e Irã. O espaço para manifestação do governo americano e de todos os envolvidos permanece aberto.

