Brasil

Abstenção chega a 21,03% e é a segunda maior em 1º turno desde 1989

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Mais de 32 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (4); percentual supera o de 2022, mas fica abaixo do recorde de 1998; dados ainda podem mudar até a totalização final

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A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 marcou 21,03% às 21h deste domingo (4), segundo dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) . Até aquele momento, 32.132.590 eleitores não haviam comparecido às urnas, o equivalente a 21,03% do eleitorado apto .

O percentual já supera o registrado no primeiro turno de 2022, quando 20,95% dos eleitores deixaram de votar. Naquele pleito, porém, o número absoluto de ausentes foi ligeiramente maior: 32.770.982 .

Apesar da alta, 2026 ainda não ultrapassou o recorde histórico de abstenção proporcional em primeiro turno. A maior taxa foi registrada em 1998, quando 21,49% dos eleitores não compareceram às urnas. Naquele ano, foram 22.802.802 ausentes, e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito no primeiro turno.

A série histórica da abstenção

Ano Abstenção


1989 11,93%
1994 17,77%
1998 21,49%
2002 17,74%
2006 16,75%
2010 18,12%
2014 19,39%
2018 20,33%
2022 20,95%
2026 21,03%

Referências

CartaCapital — Abstenção chega a 21,03% e tem segunda maior taxa em 1º turno desde 1989.

Tribunal Superior Eleitoral — Estatísticas do eleitorado e comparecimento.

Nota Editorial

As informações relatadas nesta matéria refletem reportagens da CartaCapital e dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual de 2026 ainda pode mudar até a conclusão da totalização dos votos pelo TSE . A comparação com eleições anteriores considera os números oficiais do TSE para o primeiro turno. A abstenção não tem relação direta com o resultado da eleição , mas é um indicador da participação popular. O espaço para manifestação do TSE permanece aberto.

Luiz Gomes
Sobre o autor

Luiz Gomes

Luiz Gomes é redator de notícias e produtor de conteúdo digital, Atua a mais de 20 anos como professor de Geografia com foco em Geopolítica.

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